
O técnico Renato Gaúcho deixou o Olímpico na tarde desta quinta-feira sob os gritos de cerca de 200 torcedores que pediam para ele ficar e acusavam o presidente do clube, Paulo Odone, de omissão, por não contratar jogadores para reforçar o elenco. Acabava assim a passagem do ídolo gremista como técnico do time.
A saída do treinador foi decidida depois de uma atuação desastrosa contra o Avaí, na noite de quarta-feira, quando o Grêmio conseguiu um empate por 2 a 2 no sufoco, com um gol de pênalti inexistente e outro marcado nos acréscimos, já aos 49 minutos do segundo tempo, depois de estar perdendo por 2 a 0. O resultado manteve a campanha pífia do clube no Campeonato Brasileiro, com apenas oito pontos em sete jogos.
Logo depois do jogo, Renato Gaúcho colocou o cargo à disposição da diretoria, mas foi convencido a esfriar a cabeça e esperar mais um dia para tomar a decisão. Na sequência, o presidente Paulo Odone deu uma entrevista coletiva na qual prometeu mudanças e não garantiu a presença de ninguém. O treinador, então, soube das declarações do dirigente no hotel onde mora, já na madrugada, e optou por não voltar atrás.
No final da manhã desta quinta-feira, o empresário do treinador, Gerson Oldenburg, confirmou a demissão em mensagem postada no Twitter. No início da tarde, Renato Gaúcho foi ao Olímpico para se despedir dos jogadores e chegou a chorar quando falava com os repórteres. “Deixo um abraço apertado e um beijo em cada gremista e é de coração porque, acima de tudo, eu sou gremista como eles”, despediu-se o maior ídolo da história do clube, responsável direto, como jogador, por conquistas como a Libertadores e o Mundial de Clubes de 1983.




Os jogadores fazem corpo mole e o treinador é demitido. Uma triste realidade. Não sou gremista, mas o Renato merece respeito, pois em épocas passadas era um excelente jogador e, atualmente, é um treinador de qualidade.