Governo Lula ordena retorno de agentes da PF que estão a serviço do STF

Medida pode afetar andamento de investigações como a do caso Master

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Lula ordena retorno de agentes da PF (Foto – Ricardo Stuckert/PR)

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O Ministério da Justiça enviou ofícios solicitando a devolução de policiais federais cedidos ao Judiciário. A medida pode atingir equipes de investigações sensíveis no Supremo Tribunal Federal (STF), como apurações sobre desvios no INSS e fraudes envolvendo o Banco Master.

Nos bastidores da PF, a iniciativa é interpretada como uma possível retaliação ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF. Ele é relator de procedimentos que envolvem aliados do governo federal, o que gera tensão política entre os Poderes. A informação foi divulgada pelo Estadão.

Os documentos foram assinados pelo secretário-executivo Ademar Borges. O ministério afirma cumprir uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o fortalecimento da segurança pública, solicitando providências para o retorno imediato dos servidores aos quadros da PF.

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— Exortamos esse órgão cessionário a adotar, prontamente, as providências administrativas necessárias ao imediato retorno ao órgão de origem dos servidores abaixo elencados — diz o ofício.

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A ordem atende a uma declaração do presidente Lula, que cobrou a volta de delegados que estariam fora da corporação. O presidente defendeu publicamente que esses profissionais sejam redirecionados e atuem diretamente no combate ao crime organizado.

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— Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado — disse o petista em 23 de abril.

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No gabinete de Mendonça, o delegado Thiago Marcantonio Ferreira assessora o ministro desde o ano passado. Interlocutores avaliam que o governo adotou uma medida ampla por não poder determinar, de forma isolada, a retirada de um policial específico.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) contestou a tese do governo. A entidade afirmou que apenas 53 delegados estavam cedidos — menos de 3% do efetivo — e apontou uma crise estrutural na carreira como o real problema da segurança.

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