Brasília
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, admitiu ontem (10) que são insuficientes as informações fornecidas pelo governo dos Estados Unidos sobre as denúncias de espionagem de cidadãos brasileiros por agências norte-americanos. O chanceler, porém, descartou eventuais mudanças nas relações entre Brasil e Estados Unidos em decorrência das acusações envolvendo o monitoramento de telefonemas e e-mails de brasileiros.
“(As relações do Brasil com os Estados Unidos) são relações abrangentes. Os Estados Unidos são os nossos segundos parceiros comerciais (depois da China). Temos diálogo sobre numerosos assuntos”, ressaltou o ministro, após audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual participaram também os ministros José Elito Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional) e Celso Amorim (Defesa).
Ao ser perguntado se são suficientes as explicações, prestadas até o momento pelo governo dos Estados Unidos, Patriota respondeu que “não foram satisfatórias até agora”. Ele lembrou também que o governo, em vários setores, investiga as denúncias, verificando a procedência, os quesitos adicionais e identificando pontos específicos “para esclarecimentos adicionais”.



