A presidente Dilma Rousseff demonstrou nestes primeiros oito meses de governo, que tem um estilo totalmente diferente do ex-presidente Lula na condução do comando do país. Prova disso está sendo dada nos últimos meses, onde diante de qualquer suspeita a presidente não pensa duas vezes em demitir. Nestes primeiros meses caíram quatro ministros da estrutura de poder de Dilma, o primeiro foi Antonio Palocci (PT-SP), que respondia pela Casa Civil, depois foram Alfredo Nascimento, dos Transportes (PR-AM), Nelson Jobim, da Defesa (PMDB-RS) e Wagner Rossi, da Agricultura. O que chama a atenção é que, exceto Jobim, os demais deixaram o governo em razão de denúncias de corrupção.
Uma grande diferença entre Lula e Dilma está sendo essa, o ex-presidente foi mais complacente nesses casos e evitava tomar medidas radicais como Dilma vem tomando. Talvez, com esse novo estilo, a presidente está contribuindo para uma nova forma de encarar a corrupção, pois o simples fato do sujeito envolvido perder o cargo não deixa de ser uma punição, principalmente em um país onde os casos de corrupção sempre andaram perto da impunidade.
Dilma tem adotado uma forma de governar que deveria ser imitada por prefeitos e governadores. Talvez, se todos agirem dessa forma, nas respectivas estruturas de poder, a corrupção diminuiria em grandes proporções no país, pois é claro que acabar com esse mal, é algo quase impossível.
A presidente começou o que muitos têm chamado de faxina ética, quando Antônio Palocci deixou o governo, após suspeitas de ter praticado tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria. Um mês depois de Palocci, foi a vez de Alfredo Nascimento deixar o cargo, diante de uma série de denúncias em um suposto esquema de corrupção dentro da pasta. Depois foi a vez do ex-ministro Jobim pedir demissão, após ter dado uma declaração polêmica sobre a ministra Ideli Salvati. E por último a saída de Wagner Rossi, diante também de suspeitas de corrupção no Ministério da Agricultura. Pelo andar da carruagem a presidente deve terminar o governo em 2014 com um ministério bem diferente do atual, a se manter a política de tolerância zero. Pois as suspeitas de corrupção no poder público podem diminuir mas dificilmente acabarão.



