PR reclama de demissões a ‘conta-gotas’

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Luciano Castro (PR), o vice-líder do governo no Câmara: “fica um sentimento de que se tenta fazer a cada dia um fato político”

Brasília

O PR não está satisfeito com a forma como o governo tem conduzido a crise no Ministério dos Transportes. Depois de o líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), reclamar de que a “balança” tem de ser a mesma para todos os partidos, o vice-líder do governo Luciano Castro (PR) reclamou do fato de as demissões estarem acontecendo de forma fracionada.
“Nós vemos o processo de substituição como normal, é natural que o novo ministro faça substituições, mas o que não parece ser normal é fazer isso a conta-gotas”, reclamou Castro.
Na terça-feira, 19, foram demitidos seis funcionários da pasta e outros três tiveram suas demissões publicadas nesta quarta-feira, 20, no diário oficial. Para Castro, todas as saídas deveriam ter acontecido ao mesmo tempo. “Por que não se demitiu os nove de uma vez? Fica um sentimento de que se tenta fazer a cada dia um fato político”.
O vice-líder do governo afirmou que a maneira como tem sido feita a chamada “faxina” no ministério está se causando um desconforto no PR. “Nesta forma de fazer se expõe o nosso partido e nos deixa numa situação desconfortável com o governo”. Segundo Castro, na primeira semana de agosto os deputados e senadores do partido deverão se reunir para debater a crise. Ele destaca que o PR não pode ser apontado como único culpado de erros na pasta porque as decisões eram colegiadas e haviam integrantes de outros partidos, como o PT. Castro nega, porém, que haja a possibilidade de o PR deixar de apoiar o governo Dilma Rousseff.
AS DEMISSÕES DE ONTEM
Entre as demissões oficializadas nesta quarta está a de Eduardo Lopes, funcionário do Ministério dos Transportes. Os demais são funcionários da estatal Valec, Cleilson Gadelha Queiroz, gerente de licitações e contratos, e Pedro Ivan Guimarães, assessor da estatal. Até o momento, a Valec não confirma se os funcionários têm relação com as denúncias de esquema de corrupção.
Na terça, foram demitidos quatro funcionários do ministério e dois do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O objetivo imediato do Palácio do Planalto com as demissões é minar um suposto esquema de desvios, montado ao longo de anos, que teria ligações próximas a dirigentes do PR. Funcionários do departamento em outros estados também devem ser exonerados nos próximos dias. São previstas ainda as demissões do diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, o petista Hideraldo Luiz Caron. (Fonte: Agência Estado)

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