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Neste Maio Laranja, mês de combate da violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes, ações são realizadas em todo o país com o objetivo de conscientizar a população, orientar e levar informações, e assim, combater esse tipo de violência.
Em Rondonópolis, por exemplo, a Prefeitura está com uma programação especial com palestras em escolas e empresas. A intenção é levar às crianças e adolescentes informações sobre o assunto, ensinando a identificar e prevenir toques inadequados no corpo e disponibilizando canais de denúncia, no caso o “Disque 100”.
Além disso, estão previstas capacitações dos servidores e, nesta sexta-feira (22), das 7h às 11h, será realizado um pit stop na Praça dos Carreiros. O ponto alto da programação, mais uma vez, será a caminhada de combate ao abuso e à exploração sexual infantil, no dia 28 de maio, a partir das 7h30, entre a Praça dos Carreiros e a Praça Brasil.
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A intenção é mobilizar a sociedade nessa causa, oferecer informações e alertar sobre a necessidade de proteger e denunciar casos contra esse público. A caminhada é aberta para toda a sociedade, com participação de servidores, entidades e escolas.
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Toda essa mobilização que ocorre todos os anos neste mês de maio é contribuir para quebrar o silêncio diante do problema. Segundo dados da campanha, todos os anos 500 mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no país, sendo que cerca de 51% das vítimas tem entre 1 e 5 anos de idade. Contudo, as estimativas sugerem que somente 7,5% dos casos chegam a ser denunciados às autoridades.
Portanto, é fundamental levar informações até a sociedade para que esse tipo de crime, que apesar de ser tratado como um dos mais abjetos pela população, principalmente porque as vítimas são crianças e adolescentes que acabam tendo a vida impactada de forma tão negativa, podendo carregar sequelas e traumas por muitos anos, possa realmente ser combatido.
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As informações são primordiais ainda mais diante do fato da maior parte dos abusos sexuais e da violência contra crianças e adolescentes ocorrerem dentro do próprio lar, ou no convívio social da família.
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E quebrar o silêncio, garantindo que mais e mais denúncias cheguem até as autoridades é a melhor forma de salvar vítimas e contribuir para que os criminosos sejam devidamente punidos.
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