Famílias contemporâneas

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(*) Moisés Teixeira

A evolução da humanidade é algo inevitável, porém, cabe a nós o direcionamento para o futuro no sentido de tornar nossa sociedade mais humanizada. O nosso modo de agir e os nossos sentimentos vão influenciando e modificando o nosso meio e nesse sentido a sociedade de hoje é parte também da nossa contribuição. A educação dos filhos não depende exclusivamente dos pais e nesse emaranhado de informações muitas mudanças aconteceram.

Nos últimos anos, as formas de comunicação evoluíram rapidamente, com avanços na área do conhecimento científico e tecnológico e esse conhecimento impacta no comportamento social. Ao mesmo tempo, nós, um tanto despreparados e encantados pelas novidades, não percebemos que estávamos sendo influenciados, e a nova geração foi chegando, seguindo o ritmo dos novos conceitos que aos poucos foram sendo instituídos.

A aceitação do divórcio, do declínio da instituição do casamento, da baixa taxa de fecundidade, de novos laços de vida conjugal indicam o enfraquecimento da família instituída por Deus e o surgimento de novos modelos familiares caracterizados, por sua vez, pelas mudanças nas relações entre os sexos e as gerações,

Todas essas modificações afetam os relacionamentos familiares e podem intensificar o conflito de gerações, por isso é importante refletir sobre os porquês de tais mudanças para entender a realidade atual e não chegar a conclusões precipitadas. Vários estudos e pensamentos apontam que as novas famílias terão que aceitar que nem todos os conflitos serão resolvidos e que teremos que aprender a conviver com as diferenças, sem perder a essência da família que é o amor de Deus.

O Papa Francisco no livro Amoris Leatitia destaca: “é verdade que, às vezes, « agimos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa »”.

A família é o maior patrimônio que temos, por isso devemos cuidar e trabalhar muito para que esse patrimônio não perca seu valor. Devemos estar sempre questionando essa desvalorização da família com relação ao nosso comportamento diário: trabalho, hábitos, mídia, vícios e outras atitudes que estejam prejudicando o relacionamento familiar e ousar a busca de novas saídas. É sempre bom refletir sobre os nossos conceitos diante da atual realidade e entender que cada época constrói seu modo de viver.

Como reflete Timothy Keller (teólogo): “viver em família é penoso, porém maravilhoso, porque reflete o evangelho… Esta é a mensagem do evangelho: somos mais pecadores e falhos do que jamais ousamos imaginar e, no entanto, também somos mais aceitos em Jesus Cristo do que ousamos almejar”. Que nós possamos ter sabedoria para entender que a família, enquanto projeto de Deus, é um bem inestimável para nós e para toda a sociedade e saibamos cuidar das nossas famílias como Deus cuida de nós: com amor incondicional…

(*) Moisés Teixeira de Oliveira, do Movimento Familiar Cristão em Rondonópolis

 

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