Poeta caipira

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Tem dia que eu tento a sorte
Porém não consigo nada
As poucas linhas que eu escrevo
Não tem bom gosto, saem erradas
E por muito que eu corrija
Falta bom senso, são prejudicadas
Sou chamado de poeta
Venho cumprindo os compromissos
Sou aplaudido em todas as escolas
Os alunos fazem rebuliço
Então como explicar
Que as vezes me aconteça isso?
Se é Deus que me ampara
O Espírito Santo que me inspira
Foi Ele que se dignou
Fazer um poeta deste caipira
Então por que estes deslizes
Que mais parece mentira?
Deve ser para me mostrar
Que por mim mesmo eu não sou nada
Que devo me inspirar só Nele
Em toda a minha jornada
E poder ter a certeza
Que vou vencer a parada
Em todo e qualquer apuro
Sempre encontro a solução
Quando me entrego nas mãos de Deus
Ajoelhado no chão
E é por isso que meus escritos
Quase sempre tem boa aceitação!
(*) Valdir Xavier é poeta e morador em Rondonópolis

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