
As eleições do último dia 15 de novembro demonstraram que o eleitor preferiu escolher perfis mais moderados para os cargos de prefeito. A avaliação é do ex-procurador do Município, Fabrício Miguel Correia.
“De modo geral, o que se viu foi um comportamento nacional da escolha de um perfil a prefeito moderado. Prova disso que na maioria das cidades brasileiras não houve vitórias de candidatos apoiados pelo Bolsonaro e nem daqueles opositores de esquerda. Levando isso para o campo ideológico, nem os candidatos da direita ou extrema direita, ou esquerda ou extrema esquerda, obtiveram sucesso. O eleitor escolheu um perfil mais equilibrado, mais ponderado, um perfil capaz de dialogar sem as imposições ou forma rigorosa. Isso vai repercutir também nas eleições de 2022”.
“Esta eleição foi atípica. Com a impossibilidade de coligação para vereador, os partidos se viram na necessidade de lançar chapa de vereadores. Para aumentar a chance de eleição, lançaram chapas completas. O que ocasionou o grande número de candidaturas. Isso pulverizou demais. O eleitor teve muito perto candidatos a vereador. Geralmente, o eleitor vota por empatia, gratidão e, com a grande quantidade de candidatos, acabou votando mais por afinidade e não foi tão influenciado como, por exemplo, por um vizinho ou pedidos externos”.
Ele ainda lembrou que dentro do quadro atípico das eleições de 2020, também houve as mudanças na legislação eleitoral.



