Judiciário: Juiz Luiz Antonio Sari completa 34 anos de magistratura

Entre tantas contribuições, foi um dos que batalhou incansavelmente para a elevação da Comarca de Rondonópolis à categoria de Entrância Especial

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Juiz Luiz Antônio Sari ingressou na magistratura em 1986: “se Deus permitir, gostaria de trabalhar até a aposentaria compulsória” – (Foto: Divulgação)

 

O juiz Luiz Antônio Sari completou neste dia 4 de dezembro 34 anos de dedicação à magistratura mato-grossense, sendo uma das principais referências do Judiciário de Rondonópolis. Entre tantas contribuições, foi um dos que batalhou incansavelmente para a elevação da Comarca de Rondonópolis à categoria de Entrância Especial.

Nascido no Rio Grande do Sul, no ano de 1951, Sari ingressou na magistratura mato-grossense no ano de 1986.

“O desejo de ser juiz é porque sempre militei no Judiciário, iniciando minhas atividades como servidor em Frederico Westphalen, em 1969”, explica.

 

Em Mato Grosso, já como juiz, sua primeira atuação foi na Comarca de Alto Araguaia, depois Alto Garças, em seguida, Colíder. Em 1993 foi novamente promovido à Terceira Entrância para a cidade de Rondonópolis.

“Em 1993 assumi as Varas Criminais, onde militamos de 1993 até 1997.

Fui o primeiro juiz da Penitenciária da Mata Grande”, recorda.

 

Luiz Antônio Sari ingressou na magistratura junto com o desembargador Rui Ramos Ribeiro e com o desembargador Sebastião Farias.

“Quando fizemos o concurso em 86, éramos em 17 juízes e hoje ficaram apenas três”, conta.

“A magistratura representa para mim a alegria de ser útil à sociedade”, acrescenta.

 

Sari atesta que está na qualidade de Juiz na cidade de Rondonópolis como opção.

“Estou feliz como magistrado e aqui estou por opção, uma vez que adotei essa cidade como minha terra, junto com a minha esposa e meus dois filhos”, afirma.

 

Em Rondonópolis, ele informa que exerceu a judicatura em todas as varas, foi Juiz Eleitoral nas três zonas eleitorais, na 10ª, na 45ª e na 46ª, e presidiu diversas eleições. Hoje é titular da 1ª Vara Cível. Foi por diversas vezes diretor do foro da Comarca de Rondonópolis e, numa dessas ocasiões, fora construído o prédio local do Tribunal do Júri.

Em relação ao trabalho para elevação da categoria da Comarca, o juiz observa que esse não foi apenas um mérito seu, mas de outros magistrados, como Gil Peres, da hoje desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e muitos outros colegas.

“Graças a Deus, graças ao trabalho de todos, em 2004, a Comarca de Rondonópolis foi elevada à Entrância Especial, equivalendo-se a Comarca da capital do Estado”, informa.

 

Questionado sobre o significado desses 34 anos de magistratura, Sari avalia que representam “nada mais nada menos de 50% da minha vida física servindo a magistratura mato-grossense, a qual tem completado a minha existência.

Não tenho reclamos e peço apenas e tão somente a Deus que me dê força e discernimento, sabedoria para continuar a exercer este cargo que, para mim, é um sacerdócio.

A magistratura quem abraça sabe que não tem sábado, não tem domingo, não tem feriado… Todo momento é momento de trabalhar”.

 

Hoje, aos 69 anos, Luiz Antônio Sari já tem tempo suficiente para se aposentar, tendo mais de 15 anos sobrando para tal.

“Mas, se Deus permitir, gostaria de trabalhar até a aposentaria compulsória”, almeja.

 

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