114 anos de Rotary

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(*) Jerry Mill

No sábado, 23, o Rotary Club (RC) completou 114 anos de existência. No mundo, no continente americano, no Brasil, no estado de Mato Grosso e em especial no município de Rondonópolis, muitas atividades comemorativas e alusivas à data (como visitas aos marcos rotários, plantação de árvores, sessões solenes nas câmaras municipais etc.) foram promovidas como forma de lembrar e reconhecer a importância histórica e social da nossa entidade (inter)nacionalmente.

Esta é, portanto, ano após ano, uma data de extrema relevância para os cerca de 1,2 milhão de rotarianos existentes no planeta atualmente, sem contar o seu efeito positivo nas vidas de outros milhões de pessoas que fizeram parte das fileiras de fellow rotarians e voluntários que o RC teve neste período, bem como nas de outros milhões de indivíduos que foram beneficiados pelos seus projetos e por suas ações nessas quase doze décadas de história. Tudo isso feito por gente comum que, com idealismo e união, mostra-se capaz de superar as dificuldades encontradas e fazer coisas incomuns pelo bem-estar do próximo.

Gente “normal” como o advogado Paul Percy Harris (1868-1947), que, em 1905, convidou os clientes e amigos Silvester Schiele (comerciante de carvão), Gustavus Loehr (engenheiro de minas) e Hirarn Shoren (alfaiate) para, a partir do dia 23 de fevereiro daquele ano, na cidade de Chicago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos de então, passar a se reunir regularmente, a fim de estreitar seus laços profissionais e de amizade, além de se auxiliar mutuamente. Uma ideia extremamente modesta e original, que logo ganhou eco e impulso em outras cidades americanas, antes de aportar em outros países e continentes.

Gente sem ambições exageradas, como você e eu, que acreditaram num insight (ou visão) e decidiram unir forças em prol de um objetivo conjunto, ou seja, promover a prestação de serviços à comunidade, a fim de melhorar a vida de todos, inclusive as deles próprios e as de suas famílias. Não é por outro motivo que hoje, 114 anos e alguns dias depois desse dia tão significativo, pode-se perceber claramente que o desejo de Paul Percy Harris de criar um grupo de profissionais com espírito similar de amizade e sinceridade (que caracterizava as pequenas cidades em que ele havia morado quando jovem) foi uma tacada de mestre em todos os sentidos.

Afinal, como se sabe, seu propósito se multiplicou exponencialmente e ampliou o leque de prioridades da nossa entidade centenária, que hoje inclui também temas como a educação, a saúde, o meio ambiente e a paz mundial, sendo que a sua principal meta filantrópica, há anos, é erradicar a pólio. E como é reconfortante saber que, mais de um século depois, o Rotary Club continua a ser visto como um sinônimo de companheirismo e solidariedade, servindo de inspiração para aqueles que, direta ou indiretamente, querem servir ao próximo com o máximo de carinho e qualidade.

Este é o meu caso, e certamente (em maior ou menor grau de empenho e entusiasmo) o de todos os demais integrantes da Família Rotária da nossa cidade e região.

(*) Jerry Mill é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor da biografia Lamartine da Nóbrega – Uma História Como Nenhuma Outra

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