
Diante da polêmica envolvendo a construção da avenida de acesso à BR-364, para ligar a nova ponte sobre o Rio Vermelho até a rodovia federal, a Prefeitura Municipal de Rondonópolis se manifestou ontem (6) e respondeu parte dos questionamentos. Segundo informado, o Município e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) já concluíram o projeto de construção da via de acesso da ponte da Avenida W11 até a rodovia BR-364, mas, para que a obra seja executada, o projeto ainda deve receber o parecer favorável do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemma). A informação, até anteontem (5), era de que a gestão ainda não havia concluído o projeto e, quando uma equipe de televisão solicitou fazer imagens e conhecer o projeto, a mesma gestão negou o pedido com a alegação de que o mesmo estava em produção.
Sobre o fato da avenida ter sido aprovada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semma), mesmo sem um projeto finalizado, a secretária de Municipal de Infraestrutura, Nívia Calzolari, disse que quando foi pedida a autorização para construir a ponte na Avenida W11, foram apresentadas algumas possibilidades de traçado do trecho entre a ponte e a rodovia BR-364, e o próprio Consemma sugeriu o traçado do projeto atual. Por conta disso, “o Município acredita que não verá nenhum impedimento do Conselho pela liberação da obra”.
A Prefeitura finaliza as explicações alegando que uma imagem divulgada ontem, que mostra o possível trajeto, esclarece a dúvida da população que está acompanhando o início das obras da ponte. Contudo, não informa nada sobre o valor da obra, se os recursos estão garantidos e sua origem, quando o projeto será finalizado, se existe a possibilidade do Consemma não aprovar e a obra travar e qual é a previsão para que a obra seja realizada.
Até o momento, as únicas informações são referente a extensão da nova avenida, que deve ter 2,39 quilômetros, e uma informação do secretário Municipal de Meio Ambiente, João Copetti, de que para a construção da avenida resta somente “a anuência de supressão vegetal em área de preservação permanente, por conta do fragmento de mata da zona urbana de conservação por onde vai passar a pista.”



