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Francisco Assis - poeta e bombeiro - 04-02-14

Só foi cair água nos rios
Que os peixes sobem em cardume
Pois estava difícil, vazio
Leito com areia, árvore em tapume.
Aquele que se arriscava a nadar
Batia de frente nas pedreiras
Impossível se acostumar
Com a profundidade das ribanceiras.
A pouca água que existe
Vai se escondendo na terra
É sentimental e tão triste
Pois quem precisa se ferra.
Antes os peixes eram gigantes
Havia pouca depredação
Hoje, estão do tipo minguante
Como lua de estação.
O Governo sanciona leis
Tentando coibir o crime
Mas o infrator inocente, diz não sei
Burla o processo e não se redime.
Sabe que ao cair não há perdão
E ainda persiste no desafio
A Piracema é sustentação
Para que os peixes desovem nos rios.
Não seja conivente, denuncie
Caso veja uma pesca ilegal
Dando resultado aprecie
Seja anônimo, bem natural.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar – email: [email protected]

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