
Aproveitei meu horário de almoço para expor minha opinião pessoal, pois diante das pequenas ações do Observatório Social de Rondonópolis, nos casos dos radares e agora do pátio e ante a apatia da população nesses dois casos… reflito: “cada povo tem o governo que merece”!? Será que conseguiremos nadar contra essa maré????
Gostei do editorial do Jornal A TRIBUNA [quinta-feira, 15 de maio] – “Questionar enquanto é tempo! E, com base nele expresso minha opinião, a qual gostaria de poder expressar ao próprio jornal.
É verdade, os cidadãos rondonopolitanos precisam acordar e questionar enquanto é tempo! No caso dos radares e pardais eletrônicos, apesar do alerta do Observatório, a discussão veio tarde, mas aconteceu e a administração utilizou “simplesmente de valores financeiros para comparar” e justificar o aluguel de 22 milhões de reais. Neste caso, todos os cidadãos de bem foram tratados como infratores, pois é um aluguel de equipamentos, onde todos aqueles que respeitam a legislação de trânsito e recolhem seus impostos em dia irão arcar com o pagamento.
Agora, no caso da concessão do pátio e dos serviços de remoção e guarda de veículos, os infratores não são cidadãos, pois apenas os que infringirem a lei, arcarão com as despesas e a administração não aceitou o Observatório utilizar “simplesmente de valores financeiros” para comparar e justificar os altos valores das tarifas.
Será que verdadeiramente acredita-se que o cidadão de bem não será afetado? Atualmente, não há vagas para se estacionar em horário comercial em todo o quadrilátero central e próximo aos hospitais, Fórum, Justiça Eleitoral, do Trabalho, Promotorias, Procon, Secretarias, Prefeitura e Câmara (em dia de sessão).
Um compromisso inadiável ou importante, situações de urgência ou emergência, o cidadão de bem não pensará duas vezes em ocupar uma vaga proibida ou estacionar em local inapropriado e arcar com ônus de sua ação inadequada, pois sua demora em localizar uma vaga pode custar uma vida, uma oportunidade de trabalho ou um prejuízo financeiro muito maior que a penalidade que naquele momento assume o risco de sofrer.
E aquele que atrasou o pagamento do IPVA, do Licenciamento, do Seguro Obrigatório por ter tido despesas inesperadas com saúde, educação, porque está momentaneamente sem trabalho, enfim, por qualquer um desses intempéries que acometem o cidadão de bem, é justo que ao recuperar-se financeiramente tenha que sacrificar o sustento de sua família para reaver sua moto, que três meses depois de removida e apreendida terá um custo mínimo de R$ 4.549,66 para reavê-la?
Fica difícil entender e aceitar a inversão que ocorre em nosso município, pois antes de penalizar o cidadão não se resolve problemas latentes ou adotam-se medidas preventivas que propiciem alternativas à população.
Criar mais vagas de estacionamento, implantar a “Zona Azul” com valores justos, intensificar a sinalização vertical e horizontal e melhorar a iluminação das vias públicas, aumentar o policiamento efetivo e o monitoramento via câmeras de segurança, entre outras dezenas de ações seriam as vias normais, enfim… é necessário questionar enquanto é tempo!?

(*) Nezir Ribeiro de Freitas é advogada em Rondonópolis




De modo geral o cidadão brasileiro é omisso para com seus direitos. Poucos saem em busca dos mesmos, mas a grande maioria permanece de braços cruzados e os políticos sabem disso e tiram proveito. Um exemplo, dentre vários, é o aumento vergonhoso e arbitrário do IPTU.