Bastidores do protesto

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“a biblioteca da escola, ao contrário do que se imagina, não perdeu seu espaço para os sofisticados laboratórios de informática”
“a biblioteca da escola, ao contrário do que se imagina, não perdeu seu espaço para os sofisticados laboratórios de informática”

A versão  cuiabana do protesto que vem acontecendo em todo o Brasil foi marcada pela disputa velada entre facções políticas infiltradas no movimento. A panfletagem apócrifa, a presença de carros de som e a omissão das TVs locais não deixaram dúvidas da interferência deles. Como resultado vimos uma multidão de jovens embalada pela onda nacional,  porém alheios aos fatos que marcam a corrupção em Mato Grosso.
Dava para perceber  no rosto da gurizada que,  a eles  faltava informação. A expressão na  face da maioria não demonstrava  indignação e sim euforia por estarem participando de uma mobilização gigante,  empolgante e “que  ainda lhes permitiam protestar contra os políticos”, de forma genérica, é claro.
Alguém poderia perguntar: afinal  queria um protesto violento?  Claro que não.  Apenas faço  o registro de um fato inquestionável:  o movimento de protesto em  Cuiabá nasceu atrelado  a grupos políticos. Tem finalidade eleitoral nesse bonde de alienados.
Entre os 40 mil participantes, alguém viu cartazes  cobrando alguma coisa do Legislativo municipal ou  dos responsáveis pela onda de escândalos do Judiciário?  Alguém citando fatos lamentáveis como o escândalo dos remédios, a falência do MT Saúde ou as supostas licitações fraudulentas do prefeito Mauro Mendes?  Aliás, o movimento se concentrou na frente da prefeitura com que objetivo?  Respondo: para atender os  PS’distas  rivais do prefeito  Mauro.
Mas em compensação  terminaria na Assembléia para agradar  PD’tistas e tucanos, estes com alvos em Riva e Silval. Só faltou combinar com os outros trinta e nove mil  e novecentos jovens que saíram do faceboock .  Alguns raros mais politizados,  mas formados na sua maioria por  alienados da internet que vieram para a rua praticar as mesmices  que compartilham na mídia social. Vieram criticar de forma genérica, citando os gastos com a Copa, os mensaleiros do PT e a homofobia do deputado Feliciano.
Sobrou vontade e desprendimento pela participação que rendeu aquela bela fotografia de 40 mil pessoas na Avenida do CPA. Uma bela demonstração de civismo por parte de famílias até com crianças, senhoras idosas e alguns servidores da Educação. Mas faltaram politização e informação na mente, e indignação no rosto pintado de verde e amarela dessa geração que vai determinar o futuro deste Estado e desse país.

(*) Guilherme Filho é jornalista em Cuiabá

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  1. Nossos jovens estão se politizando, poderia ser bem mais, mas isso já é bom começo. Houve baderna e vandalismo em muitas cidades, houve, mas são poucos esses elementos, a grande massa é ordeira e pacífica.O nosso aplauso pela conscientização e civismo na busca dos nossos direitos constitucionais.

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