Tricolor joga o futuro contra o Atlético/MG

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Quando começou a sequência contra Internacional, Santos e Atlético Mineiro, os jogadores projetavam conquistar sete dos nove pontos em disputa. Dois empates – em atuações muito apagadas – depois, o São Paulo vai a Belo Horizonte nesta quarta-feira com a obrigação de conquistar um bom resultado para não se distanciar de vez dos primeiros colocados. Apesar de estar a três pontos do G4 e até poder figurar no bloco ao fim da rodada (caso vença, o Vasco perca para o Palmeiras e o Botafogo não ganhe do Internacional nesta quinta), uma derrota pode mudar totalmente o cenário e mandar a equipe até para a 8.ª posição.
Para conseguir o objetivo de se manter entre os primeiros colocados, o São Paulo precisa superar a fraca campanha como visitante (são apenas três vitórias em 12 jogos) justamente contra o melhor anfitrião. Os mineiros estão invictos em casa, com nove vitórias e dois empates – aproveitamento de 87%. Se existe algum consolo para os são-paulinos é o fato de a equipe ter vencido os únicos dois jogos da história contra o adversário no estádio Independência, palco do jogo, que começa às 22 horas
O que mais tem preocupado é a falta de capacidade de criação especialmente nos últimos dois jogos, quando o São Paulo sofreu para chegar ao gol dos adversários e abusou dos levantamentos. A expectativa é que o problema seja sanado com o retorno de Lucas, que esteve ausente justamente no momento em que a equipe parou de ser perigosa.
O técnico Ney Franco e os companheiros não escondem que a volta do meia é um alívio. “É um jogador de muita qualidade, rápido e tenho certeza que ele vai ajudar bastante”, elogiou Jadson. Outro que volta é Maicon, que cumpriu suspensão.
Mas não são só de boas notícias que vive o treinador, que precisará lidar com as ausências de Denilson, suspenso, e de Luis Fabiano e Rhodolfo, ambos machucados. Com isso, ele pode alterar o esquema originalmente idealizado, que tinha Paulo Miranda no lugar de Douglas na lateral direita, sendo que o beque poderia virar um terceiro zagueiro e conter os avanços de Ronaldinho Gaúcho pelo setor.
Se quiser manter a formação, a tendência é que Edson Silva entre na equipe; outra opção é recolocar Douglas entre os titulares e partir para um 4-4-2 “puro”. Casemiro fica com a vaga no meio de campo e Osvaldo deve ser o parceiro de Lucas na frente.
A dúvida passa pela preocupação em conter os avanços do poderoso ataque do rival (melhor do campeonato ao lado de Botafogo e Fluminense, com 38 gols). A maior preocupação está na dupla Bernard e Ronaldinho Gaúcho, que atravessa grande momento na temporada e desequilibrou na vitória sobre o Palmeiras na última rodada. A esperança é que Casemiro repita a boa atuação do primeiro turno, quando anulou o craque e ganhou elogios pela atuação.

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