Deitado no pelego verde da grama,
Ao relento, nós conversávamos por muito tempo,
A lua abria seus olhos e veio nos olhar de perto,
Ali abraçados, romanticamente colados,
Nem ligamos,
Os poros abertos, o suor minava e escorria,
Eu olhava a sensualidade que ele deslizava em tuas curvas,
Mas simplesmente seguia.
Seguia também o meu prazer que restritamente vinha,
E com aquele gosto de sal eu engolia,
Depois eu te olhava, trocávamos carícias,
E silenciosamente a gente sorria,
Das nossas atitudes,
Quando eu roubava-lhe um beijo,
E você, imediatamente me devolvia.
E nessa corrente de carências a gente se buscava,
Quando acordamos a madrugada já nos cobria,
E as estrelas vadias, ficaram lá no alto,
Nem vieram incomodar.
Deixaram-nos a sós,
Mas a lua, ah! A lua onde me envolvi,
Estava quente como um vulcão,
Tinha cheiro de pecado,
Daquele bem inusitado, talvez desconhecido,
Que esse mundo nem reconhece,
Mas tem força como uma aranha,
Que pega sua caça ao cair na teia,
Prende como castigo, e come,
E eu fui detido nessa lua minguante,
Que tem somente um segredo,
E todo segredo, um nome.
(*) Francisco de Assis Silva é Bombeiro Militar em Rondonópolis – Email: [email protected]



