Tricolor aprende com erros para não perder Dagoberto

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Se Dagoberto for embora quando acabar seu contrato em abril do ano que vem, não será por omissão da diretoria. Diferentemente do que aconteceu com outros jogadores, que foram procurados pelos dirigentes muito próximo do fim dos vínculos, e acabaram deixando o Morumbi, eles já foram atrás do atacante para iniciar um entendimento para sua permanência.
O diretor de futebol Adalberto Batista se reuniu duas vezes com o jogador para tratar do assunto e nesta semana deve conversar com o empresário de Dagoberto, Marcos Malaquias, para tentar acelerar o acerto. Pela lei, o atacante poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe em novembro e sair em abril sem que o clube tricolor receba nem um tostão dos R$ 5,4 milhões que foram investidos em 2007 para tirá-lo do Atlético Paranaense.
Foi o que aconteceu com Miranda. A diretoria demorou para procurar o zagueiro e, no começo do ano, quando restavam apenas seis meses para o fim do acordo, ele acertou com o Atlético de Madrid, da Espanha, e vai deixar o clube em julho.
Antes de Miranda, o mesmo havia acontecido com Richarlyson, que acabou indo para o Atlético Mineiro, além de Jorge Wagner, que foi ganhar dinheiro no Japão. Borges e Hugo também deixaram o Morumbi sem dar retorno financeiro, só para lembrar os casos mais recentes. “Estamos em junho. Ainda temos tempo até novembro”, comentou o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, deixando claro que, desta vez, o São Paulo não quer se arriscar, abrindo possibilidade para Dagoberto assinar um pré-contrato com outra equipe.
“O Dagoberto manifestou o interesse de ficar não só publicamente, mas nas reuniões que nós tivemos com ele. Confio na palavra do jogador. O São Paulo também tem interesse na renovação do contrato e está cuidando disso”, acrescentou o dirigente.
A diretoria do clube tricolor apresentou três ofertas para Dagoberto. A primeira prevê dois anos de contrato. A segunda, dois anos e meio. A terceira, três. A princípio, o atacante gostaria de quatro anos, mas pode aceitar um pouco menos, desde que o clube lhe dê um bom aumento salarial.
Dagoberto recebe hoje cerca de R$ 150 mil e deseja ganhar pouco mais de R$ 200 mil, além de uma quantia de luvas. O atacante sabe que tem mercado. Recentemente, ele foi procurado pelo Internacional, que chegou a conversar com o São Paulo para tentar contratá-lo. O clube não abriu negociação com os gaúchos e tratou de correr atrás do jogador, que estava desgostoso por ainda não ter sido procurado para falar da renovação. Desta vez, os dirigentes não querem repetir o erro cometido com Miranda e estão otimistas em conseguir segurar o atacante no Morumbi.
RODRIGO SOUTO – Além de Dagoberto, o São Paulo está negociação com o volante Rodrigo Souto e o meia Ilsinho, que têm vínculo com o clube apenas até agosto. A negociação mais difícil é com Rodrigo Souto. Ele quer um contrato de três anos para ficar. Por insistência de Carpegiani, o clube tricolor ofereceu um novo vínculo até o final deste ano. A oferta foi recusada e agora o clube propôs acordo de um ano.

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