(*) Brasilino da Silva
Com os pés na cabeça os tais pediculus humanus capitis
Andam por estradas do couro cabeludo dos hospedeiros
Destas coisas curiosas da vida dos piolhos me intrigam
Hospedeiros não o acolhem na verdade pedem distancia
Eis que nem sempre o querer é poder e os tais aportam
No colóquio o bannire ardiloso possuem pés nas costas
Daí não é figurado, é pés mesmo quatro seis ou até mais
Na rasteira caem de costas, mas continuam com estepes
Pés de reserva próprios ou os da paisagem rala semiárida
É certo que piolhos e pessoas fronteiriças têm muitos pés
Detestáveis piolhos sugadores
Caçados desde a ancestralidade
Ardilosos com pés nas costas
Acho que nascera com Caim
Caim, piolhos, carrapatos, micuins, percevejos e triatomas
Viveram de sangue fresco sugados às escondidas na fonte
Hoje menos na civilização mas castigaram os antepassados
Paredes caiadas, dedetizações e inseticidas os inferiorizam
Mas ainda sobraram os pernilongos a perturbar criancinhas
Criançonas idem dentro desta lógica louca do reino animal
A guerra de todos contra todos pela sobrevivência é própria
Por hobbes o thomas do leviatã poliglota destas qualidades
Belezas naturais de todos os cenários humanos. Ainda bem!
Ela bela meiga e carinhosa bailava com pés nas costas. Dele
Na vida nem tudo é ilusão
O eclesiastes se enganou
No mundo da vida feliz
Amaram-se com pés nas costas
(*) Brasilino José da Silva é poeta em Rondonópolis
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