
No silêncio da manhã, entre folhas e flores,
surge um som sutil, sem alardes nem rumores.
Zum zum que dança no ar com leveza,
trazendo à terra o dom da natureza.
Pequena abelha, quase invisível ao olhar,
trabalha sem pausa, sem tempo pra descansar.
Enquanto o leão ruge e o elefante faz tremer,
ela poliniza o mundo sem ninguém perceber.
Seu voo é poesia, seu toque é criação,
faz brotar o fruto, sustenta a plantação.
Sem ela, o campo seria só cor sem sabor, sem
vida, sem pão, sem cheiro, sem flor.
Não tem juba, nem tromba, nem fama de rei,
mas carrega nos voos o futuro que plantei.
É rainha do ciclo, do verde, do chão,
do mel, da colheita, da nossa refeição.
Então ouça com carinho esse canto miúdo,
é o zum zum da vida, discreto e profundo.
Pois no mundo dos grandes, ela é a guardiã,
do equilíbrio, da fartura, da esperança amanhã.
(*) Professor Leônidas Neto é morador de Rondonópolis



