COP30 – Gastando muito, para conclusões óbvias

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(*) Por Ednaldo Aguiar

A pauta da mídia brasileira e estrangeira, essa não tanto, está dominada pela realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP, em sua 30ª edição, em Belém – PA.
O evento conta com previsão do orçamento da União de um bilhão de reais, sendo que somente para a contratação de navios, destinados aos participantes do evento, serão destinados 260 milhões de reais.
As delegações dos demais países participantes dos eventos também gastarão vultosos recursos públicos.
E quais serão as conclusões finais, quando terminar a COP30?
O que constará da carta de Belém?

Não é preciso esperar, já sabemos:

1) É necessário reduzir o aquecimento global, com a redução dos gases de efeito estufa.
2) Devemos lutar contra o desmatamento.
3) Devemos preservar a fauna e a flora.
4) É imperioso que haja gerenciamento de resíduos.
5) Faz-se necessário o equilíbrio ambiental, e um modelo de desenvolvimento que equilibre as necessidades econômicas e sociais com a preservação ambiental, garantindo o uso responsável dos recursos naturais para as gerações presentes e futuras.

São conclusões óbvias, ululantes, as quais, ao cabo desses dias de turismo ecológico, serão reiteradas como rotineira e enfadonha solução dos problemas ambientais e nada mudará, eis que os interesses econômicos prevalecerão, sempre travestidos de consciência ambiental.

Alguém espera uma ideia original para os problemas climáticos nesse evento, de forma a justificar o desperdício de dinheiro público, um prêmio Nobel de algum gênio ambiental? Duvido.

SALVE A AMAZÔNIA. As grandes potências econômicas, depois de devastarem seus territórios, querem impor ao Brasil a preservação da Amazônia, impondo ao nosso país a impossibilidade de geração de riquezas que possam reduzir as desigualdades sociais e nos elevarem como uma potência merecida.

Pois bem. Que arquem todas essas potências com a renúncia do Brasil ao seu potencial econômico, arcando com o que ganharíamos com a exploração do que querem que conservemos.

(*) Ednaldo Aguiar é advogado em Rondonópolis

 

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