
Mais dois corpos foram encontrados na tarde de ontem (20) em um cemitério clandestino localizado em uma área de mata na região da Vila Goulart, próxima ao Rio Vermelho, em Rondonópolis.
Desde o dia 12 de fevereiro, 11 vítimas foram encontradas enterradas na localidade. De acordo com a Polícia Civil, as buscas na região foram encerradas.
Por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Polícia Civil realizou buscas na área às margens do Rio Vermelho nos dias 12, 17, 19 e 20 de fevereiro. Com o objetivo de elucidar crimes cometidos no município, a operação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros e de outras delegacias regionais.
Inicialmente, as equipes afirmaram que dois corpos tinham sido encontrados na quarta-feira (19), mas a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que apenas um corpo foi localizado na cova. Com os dois corpos localizados nesta quinta (20), as buscas foram encerradas com o resultado de 11 vítimas encontradas durante a força-tarefa.
Além das equipes das delegacias regionais e bombeiros militares, as buscas também contaram com a utilização de cães farejadores para facilitar a localização dos corpos.
Os investigadores chegaram até o local, no início do mês, após investigações iniciadas para apurar o desaparecimento de Policarpo Pereira Alves, de 38 anos, que foi visto pela última vez no dia 13 de dezembro do ano passado, no bairro Jardim Primavera.
Vítimas identificadas
Ainda nesta quinta-feira (20), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou mais uma vítima localizada no cemitério clandestino da Vila Goulart. O exame de impressões digitais confirmou que a vítima é Carla Bruna da Silva Lima, uma mulher de 35 anos, natural de Lago da Pedra, no Maranhão.
O corpo foi encontrado no primeiro dia de buscas e precisou ser encaminhado a Cuiabá, onde passou por escaneamento corporal em um sistema de raios-x digital específico durante o exame de necrópsia, denominado Flatscan.
A utilização do scanner facilitou a identificação das lesões no corpo e entre outras informações importantes para a confecção do laudo necropsial, que vai determinar a causa da morte da vítima.
O primeiro corpo identificado foi o de Luiz Otávio de Souza, um homem de 25 anos, natural de Rondonópolis. Na última sexta-feira (14), a Politec divulgou que o exame de impressões digitais confirmou a identidade da vítima.
Identificação Técnica
A Politec orienta aos familiares de pessoas desaparecidas em Rondonópolis e região para que compareçam em uma das unidades de Medicina Legal do Estado para a coleta de material genético para o confronto genético com as amostras biológicas das vítimas encontradas.
Caso a pessoa desaparecida tenha realizado algum tratamento dentário, é aconselhável que a família obtenha com os dentistas o prontuário odontológico da vítima, especialmente exames de imagem, como radiografias e tomografias, e os forneçam ao IML.
Para a doação do material genético é necessário que o grau de parentesco dos familiares do desaparecido seja de grau ascendente (pai, mãe, filho, ou mais de um irmão).
Ainda de acordo com a Politec, a coleta é simples e indolor e é feita com uma espécie de cotonete que é passado na parte interna das bochechas da pessoa. Os materiais biológicos coletados serão processados e inseridos no BNPG no laboratório forense da capital.
Caso seja identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa falecida, os peritos informarão a unidade de Medicina Legal de Rondonópolis, que entrará em contato com os familiares para que sejam realizados os procedimentos legais de liberação da unidade.



