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Nessa semana da família temos a oportunidade de refletir sobre as nossas famílias nesse momento tão desafiador da nossa história. Quantas mudanças em tão pouco tempo: nos valores, nas nomenclaturas, em nosso jeito de ser e de viver. Vivemos uma mudança de época: muita informação e pouca formação; muita conexão e poucos relacionamentos; muita aparência e menos verdade; muito consumo e menos satisfação, mas também um tempo de graça, de bons momentos e de partilhas e aprendizados que nos animam na caminhada.
Novas tecnologias nos apontam mudanças significativas que podemos utilizar para melhorar ainda mais os nossos relacionamentos sociais e familiares. O que falta ainda é uma reengenharia que nos ajude a definir nossa escala de prioridades: usar as redes sociais para valorizar ainda mais as nossas famílias, a comunidade, a Igreja e as pessoas que amamos; organizar nosso tempo de modo que as pessoas (e não o celular) ocupem o primeiro lugar; dedicar mais tempo às conversas e às orações que nos edificam e nos fortalecem na caminhada.
Como dizia São Paulo: “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” (1 Cor 6,12); assim devemos usar as redes sociais. Ter muito cuidado no repasse das mensagens que nos bombardeiam a cada momento; filtrar as informações, buscar a veracidade de cada notícia e escolher aquelas que poderão contribuir para que tenhamos uma sociedade mais equilibrada.
Outro aspecto importante é lembrar de algo que a pandemia do covid trouxe como um grito de alerta: a finitude da vida. Somos cidadãos do céu, criados para uma vida eterna de amor e de paz, mas precisamos tecer as redes que nos possibilitarão chegar à Jerusalém celeste e, como dizia nosso saudoso padre Miguel Ortiz, “não se chega ao céu sem ajudar o irmão que caminha conosco”.
Vivemos um tempo sinodal no qual o Papa Francisco nos convida a caminhar juntos, em comunhão e participação como Jesus nos ensinou. Que as nossas redes sociais, profissionais e familiares sejam permeadas pelo amor de Deus e que possamos fortalecer cada dia mais, as redes de partilha, de fraternidade e de respeito, alicerçadas no abraço, no afeto, na ternura e na comunhão fraterna com todas as pessoas que caminham conosco, especialmente com as nossas famílias.
(*) Movimento Familiar Cristão – Equipe de Encontro de Noivos – Sagrada Família



