Mais um suspeito de envolvimento em ritual é preso

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As agulhas continuam alojadas no cérebro da criança
As agulhas continuam alojadas no cérebro da criança

A Polícia Judiciária Civil (PJC) prendeu, ainda na noite de anteontem (14), Ricardo César dos Santos, suspeito de também participar de um suposto ritual que introduziu agulhas no corpo de um bebê de três meses em São Pedro da Cipa. De acordo com a investigação, ele é companheiro de Débora Queiroz dos Santos, filha de Iraci Queiroz dos Santos, conhecida como Baiana, e também teria participado da ação. Iraci, que é considerada pela polícia a mentora do crime, e a filha Débora, também se encontram detidas.

Além dos três citados, o pai da criança, Wellinton de Jesus Costa, também permanece preso. A mãe, uma adolescente de 17 anos, que chegou a ser apreendida, já foi entregue ao Conselho Tutelar. A medida de internação da adolescente foi enviada ao Ministério Público Estadual. O Juizado da Infância e Juventude deve decidir se a mãe do bebê será encaminhada para uma unidade socioeducativa ou não.

Ricardo César dos Santos também foi preso por suspeita de participação no ato - Foto: Polícia Civil/MT
Ricardo César dos Santos também foi preso por suspeita de participação no ato – Foto: Polícia Civil/MT

A polícia confirmou que a menor, que tem também um outro filho de dois anos, está grávida de oito meses. Os detidos foram autuados por tentativa de homicídio e corrupção de menores, já que a mãe da vítima é uma adolescente. A mãe do bebê será responsabilizada por ato infracional de tentativa de homicídio.
Em depoimento, os presos negaram envolvimento no caso, mas para a polícia, existem indícios suficientes de que houve a prática de um ritual. A menor contou para a polícia que desde quando estava grávida vinha sofrendo pressão para entregar a criança para Iraci, ganhando R$ 250 por isso.
De acordo com a mãe da criança, o ritual aconteceu no último domingo (11) na casa de Débora, onde havia velas brancas e vermelhas, e que a mesma ingeriu um líquido amarelo e dormiu durante o ato. Ela ainda disse que quando acordou retornou com o companheiro para casa, acreditando que nada tivesse acontecido, já que a menina estava viva.
Como a menina chorava muito em casa, o casal resolveu levar a criança até o Pronto Atendimento, momento em que o Conselho Tutelar foi chamado pelos servidores, que suspeitaram de maus tratos, já que há poucos dias a menina tinha passado por atendimento médico na mesma unidade com cortes nos pés. Diante disso, a polícia foi chamada e as agulhas descobertas. A Polícia Civil também investiga se o irmão da menina, um menino de 2 anos, também foi vítima de maus tratos, já que ele possui marcas pelo corpo.
ESTADO DE SAÚDE
Até o fechamento da edição, o estado de saúde da menina era considerado estável. Os médicos aguardam uma evolução do caso para tentar retirar as agulhas que estão fincadas no cérebro e no abdômen da criança. A maior preocupação no momento é de que as agulhas possam infeccionar. Possíveis danos neurológicos ainda serão avaliados.

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