Corinthians tem só R$ 10 milhões para gastar

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Fora da Libertadores, como todos os outros paulistas, o Corinthians prevê uma receita menor no próximo ano em relação a 2013
Fora da Libertadores, como todos os outros paulistas, o Corinthians prevê uma receita menor no próximo ano em relação a 2013

O Corinthians separou apenas R$ 10 milhões para gastar com contratações em 2014. Esse número consta na previsão orçamentária que já foi elaborada pelo departamento financeiro, feita em conjunto com a diretoria de futebol. É um cenário diferente do vivido no início deste ano, quando o clube investiu mais de R$ 60 milhões em jogadores como Alexandre Pato, Renato Augusto e Gil, logo após a conquista do Mundial de Clubes no Japão.
Fora da Libertadores, como todos os outros paulistas, o Corinthians prevê uma receita menor no próximo ano em relação a 2013. Diminuirão arrecadação com direitos de televisão e bilheteria – em parte também devido à parada para a Copa do Mundo. “Seguramente, não será um ano de grandes investimentos em atletas, mas um ano conservador”, disse o diretor financeiro Raul Correa da Silva. “Ficar fora da Libertadores pesa, você fica fora da vitrine.”
Nesta semana, o diretor de futebol Roberto de Andrade já havia descartado, por exemplo, a contratação do atacante Marcelo, do Atlético-PR. O motivo foi o valor considerado “fora da realidade” de seu contrato, segundo as palavras do dirigente. Com vaga garantida na Libertadores, o time paranaense só aceitava vender o atleta para o Corinthians tendo como base a multa rescisória estipulada para clubes europeus (cerca de 12 milhões de euros – R$ 37 milhões).
“É uma contratação inviável para o futebol brasileiro”, disse Andrade. “Não está fácil contratar, os salários pedidos também estão altos, temos de trabalhar com os pés no chão.” Dentro desta nova realidade, o Corinthians tenta contratar atletas mais baratos, que estão em fim de contrato ou com ajuda de investidores. Por ora, existe interesse no lateral-direito Rafinha, do Bayern de Munique, e no lateral-esquerdo Uendel, da Ponte Preta.
Outra solução é usar jogadores como moedas de troca, casos de Emerson Sheik, Douglas, Danilo e Ibson. No atual cenário, para gastar além da cota de R$ 10 milhões estipulada no orçamento, é preciso vender algum jogador do elenco capaz de gerar caixa. Nesse caso, três atletas têm bom valor: Gil, Alexandre Pato e Romarinho.
O orçamento geral para 2014, que também é conversador, prevê receitas de R$ 242 milhões, pouco abaixo do valor deste ano. Isso porque os principais contratos do clube já estão assinados.

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