O governo do Brasil defende que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atue no esforço de encerrar o impasse na Síria, que dura 29 meses e foi agravado com as denúncias de uso de armas químicas contra civis, matando 1.300 pessoas, inclusive crianças. Paralelamente, apoia o esforço do emissário especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e Liga Árabe à Síria, Lakhdar Brahimi, em busca do diálogo e da conciliação.
O subsecretário-geral de Política 3 do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, embaixador Paulo Cordeiro, disse que a situação é acompanhada atentamente pelas autoridades brasileiras, mas que é necessário ter prudência para buscar responsáveis sobre o eventual uso de armas químicas.
“Infelizmente é preciso esperar. As informações que vêm da Síria envolvem uma série de dificuldades. É necessário observar quem divulga os dados, de onde partem os números e buscar a comprovação, além, claro, de verificar responsabilidades”, ressaltou Cordeiro. “O Conselho de Segurança é a instância que pode, neste momento, adotar medidas em relação ao processo em curso.”
A maior parte das informações sobre as denúncias de uso de armas químicas, responsabilizando o governo do presidente Bashar Al Assad, é divulgada por organizações não governamentais. As principais são do Observatório Sírio de Direitos Humanos, cuja sede fica em Londres (Reino Unido), a Comissão Geral da Revolução Síria e o Exército Livre Sírio (ELS). Os três têm ligação com a oposição síria.




A ditadura Síria jamais aceitou diálogo e continua matando covardemente seu povo e o mundo, como sempre, continua de braços cruzados.