A maior ilha do Taiti tem 150 mil pessoas. Hoje, em jogo contra a toda poderosa Espanha, os taitianos vão jogar para mais de 70 mil torcedores no Maracanã. O time quase todo amador (são oito desempregados e só um jogador profissional no grupo que veio ao Brasil) espera ter do torcedor do Rio a mesma acolhida que recebeu em Belo Horizonte, na derrota para a Nigéria por 6 a 1, na última segunda, na estreia na Copa das Confederações.
Mesmo diante da atual campeã mundial e bicampeã europeia, o técnico Eddy Etaeta deu o recado: “Não estou aqui para jogar fechado”. O simpático treinador taitiano admitiu ser impossível uma vitória sobre os espanhóis. Mas fixou metas: tentar não tomar gol nos primeiros 30 minutos ou, quem sabe, no primeiro tempo inteiro. “Não vamos jogar na retranca. Viemos para jogar e vamos tentar atacar ao máximo, mas será difícil”, reconheceu. “Se marcarmos um gol contra a Espanha, mesmo se perdermos por 15 a 1 ou 20 a 1, já será maravilhoso.”
Etaeta confirmou uma alteração em relação ao time que jogou contra a Nigéria no Mineirão: sai o goleiro Xavier Samin, de 35 anos, e entra Mikäel Roche, de 20. Tudo faz parte do plano do técnico de dar experiência aos jogadores da sua seleção. Quando o Taiti fizer sua despedida da Copa das Confederações, contra o Uruguai, domingo, no Recife, ele deve colocar em campo todos os atletas que ainda não tiverem jogado na competição.
Depois de conquistar os torcedores mineiros na passagem por Belo Horizonte, jogadores e comissão técnica do Taiti vão distribuir na porta do hotel, horas antes do jogo desta quinta-feira, ingressos para crianças de comunidades carentes do Rio. “Tem sido um sonho para nós, amanhã [hoje] será outro jogar contra a Espanha”, afirmou Etaeta.



