Paulo Padim, gerente do Departamento de Saúde Coletiva do Município: “apesar de diminuir a procura, ainda está sendo satisfatória” (Foto – Arquivo)

Nos últimos dias, a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) divulgou números que acenderam o alerta das autoridades de saúde do país, pois mostram uma estagnação no número de pessoas adultas que deveriam procurar por uma unidade médica e tomar a sua dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

Esse número é baixo principalmente entre os mais jovens e a situação preocupa por conta de que as autoridades consideram que o esquema vacinal só está completo quando pelo menos 80% do público-alvo se imuniza e eles temem a possibilidade do surgimento de alguma nova variante da doença.

Segundo a Fiocruz, entre o público de 55 a 59 anos, a cobertura vacinal com a terceira dose já atingiu 63,9% dessa população, percentual que cai para 57,9% entre as pessoas de 50 a 54 anos, e vai para 52,8% entre o público de 45 a 49 anos.

Entre as pessoas com 40 a 44 anos, apenas 49,8% completaram o ciclo vacinal; entre pessoas de 35 a 39 anos apenas 44,7%; entre 30 a 34 anos esse percentual é de 40,3%, entre 25 a 29 anos esse número é de apenas 35,5%, e entre as pessoas entre 20 a 24 anos é de 30,4%.

O menor índice vacinal fica entre os jovens com idade entre 18 a 19 anos, que é de 25,2%. Ainda segundo a Fiocruz, entre as crianças de 5 a 11 anos, mais de 60% tomaram a primeira dose e 32% estão com esquema vacinal completo.

Segundo Paulo Padim, gerente do Departamento de Saúde Coletiva do Município, a aplicação da primeira e segunda doses do imunizante em Rondonópolis alcançaram percentuais muito bons e até melhores que os alcançados em nível nacional, sucesso que ele credita à boa logística adotada na cidade.

“Ainda estamos avançando, mas está devagar. Precisa acelerar mais, mas nós ultrapassamos os 80% com a segunda dose. Mas, apesar de diminuir a procura, ainda está sendo satisfatória. Acho que isso se deve à nossa logística, que é a maneira como ela foi disponibilizada e divulgada, e à consciência de que temos que tomar a vacina, que a única maneira de encararmos esse vírus é com a vacina”, pontuou.

 

 

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Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, entre o público infantil, de 5 a 11 anos, cuja estimativa é de que sejam 24.799 crianças na cidade, 69,55%, ou 17.249 delas já foram imunizadas com a primeira dose de vacina, enquanto 6.486 crianças, ou 37,60% já tomaram uma segunda dose do imunizante.

Já entre os adolescentes, de 12 a 17 anos, público estimado em 21.100 pessoas, 19.634 já receberam a primeira dose da vacina, o que corresponde a 93,05% desse público. Outros 12.959, ou 66,02% desses jovens, já receberam a segunda dose da vacina.

Entre o público em geral, que são as pessoas com 18 anos ou mais, público estimado em 190.937 pessoas, 183.488 já tomaram a primeira dose da vacina, o que corresponde a 96,09% do total, enquanto 161.294 pessoas tomaram a segunda dose, o que corresponde a 87,90% desse total.

Mas entre esse público geral, os números caem assustadoramente quando se trata das doses de reforço, já que apenas 69.344, ou 42,99% desse público, tomou uma ou mais doses de reforço. Ao todo, foram aplicadas 470.454 doses de vacina contra a Covid-19 na cidade.

Como foi recentemente declarada imunização de rotina, a vacina contra a Covid-19 está disponível em 43 unidades de saúde espalhadas pela cidade e as pessoas que ainda têm alguma dose pendente deve procurar uma dessas unidades e levar o seu cartão de vacinação.

 

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