Quatro encontros do projeto já foram realizados na Escola Estadual Ramiro Bernardo da Silva, com a coordenação do juiz Wanderlei José dos Reis (Foto – Divulgação)

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Rondonópolis, uma unidade judiciária sediada no Fórum e coordenada pelo juiz Wanderlei José dos Reis, retomou as atividades presenciais dos Círculos de Construção de Paz, outrora suspensas, em razão da pandemia de Covid-19.

A retomada dos trabalhos, com o apoio dos facilitadores do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), foi dada na Escola Estadual Ramiro Bernardo da Silva, desde o último dia 27 de abril, beneficiando a comunidade escolar já em quatro oportunidades.

Ao todo, cerca de 100 pessoas já participaram das rodas de conversa, que têm o intuito de tratar de assuntos do cotidiano, como a superação das adversidades da vida, o exercício da tolerância e, ainda, sobre a amizade, tudo de forma leve e agradável, proporcionando um momento de descontração e reflexão.

A tônica que impera nos Círculos de Construção de Paz é a do acolhimento e da conscientização. Mediante técnicas apropriadas, os facilitadores identificam a existência de um conflito e quais suas possíveis causas, auxiliando os envolvidos a enxergarem suas responsabilidades, fazendo-os refletir sobre sua contribuição para o evento e para sua solução.

Nos encontros já realizados na Escola Ramiro Bernardo da Silva, os facilitadores falam de forma harmoniosa com os alunos sobre diversos valores comportamentais em sociedade, enfatizando o respeito, o amor, a felicidade, a bondade, a sinceridade, o carinho, entre outros.

O diretor da instituição de ensino, Jordan Costa Talon Moraes, vê com muito bons olhos a parceria entre escola e o CEJUSC local e menciona os resultados positivos da prática:

“Nós da Escola Ramiro entendemos que o papel de ensinar transcende os espaços do recinto escolar e que a melhoria do ensino e da aprendizagem está atrelado ao combate de fatores internos e principalmente os externos. Vemos como de extrema importância o ciclo de roda de conversa, parceria com o NUGJUR e com o CEJUSC de Rondonópolis, que vem acontecendo desde 2019 nesta escola, e que tem contribuído diretamente na resolução dos problemas e conflitos aqui. Com o pós-pandemia, situações adversas que não faziam parte do ambiente escolar surgiram, e ações como as do círculo de construção de paz têm nos dado suporte para solucionarmos os problemas e entraves, construindo, assim, um ambiente melhor, mais harmonioso”, concluiu.

 

 

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A facilitadora Neurani Pereira da Silva, que no último encontro ministrou sobre o tema “tolerância”, comentou acerca da importância dos Círculos de Construção de Paz no ambiente escolar: “Vejo os círculos ou as rodas de conversa, como instrumentos de pacificação e de acolhimento, pois contribuem para construção de relacionamentos saudáveis, trazendo um senso de comunidade, colaborando com a prevenção de conflitos, resgatando o melhor de cada um e, principalmente, fazendo com que os alunos se sintam conhecidos, vistos e ouvidos com o coração”.

A volta dos Círculos de Construção de Paz presenciais também é vista com satisfação pelo juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do CEJUSC de Rondonópolis, ressaltando que, mesmo na pandemia, os trabalhos de forma virtual não haviam parado:

“Agora, com essa iniciativa, retornamos para os trabalhos presenciais e várias pessoas serão beneficiadas. Importante que se diga também que o Tribunal de Justiça, por intermédio do NUGJUR, deu continuidade aos Círculos de Construção de Paz e de Resolução de Conflitos, investindo em tecnologia e capacitação dos colaboradores nos momentos em que a sociedade mais padeceu, onde os conflitos estiveram mais ocultos, longe dos olhos, em decorrência do isolamento advindo da pandemia. Graças a Deus, é chegado um novo tempo, o Núcleo segue com novas iniciativas e estamos retomando aos poucos aqui em Rondonópolis através do CEJUSC, de forma presencial, esse fantástico instrumento de pacificação de conflitos, com a colaboração dos heroicos facilitadores, a quem sempre agradecemos, já que nos auxiliam nessa empreitada e sem os quais esse projeto de disseminar a cultura da paz na comunidade, com um olhar diferenciado para o acolhimento e o diálogo, essências da Justiça Restaurativa, não iria a frente”, disse o magistrado, que pretende expandir os Círculos de Construção de Paz para outras escolas do município.

Os Círculos de Construção de Paz podem ser aplicados em comunidades, escolas, instituições públicas, privadas, famílias, sistema penitenciário, no socioeducativo, na rede de apoio psicossocial, comércio, hospitais etc. Para isso os dirigentes das instituições mencionadas podem solicitar a realização diretamente nos CEJUSCs ou pelo portal do NUGJUR no seguinte endereço eletrônico: portalnugjur.tjmt.jus.br.

 

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