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(Foto – Arquivo)

Mesmo que com muito atraso, alguns projetos de lei que vão compor o novo Plano Diretor de Rondonópolis, como é o caso da nova legislação de parcelamento do solo, começaram a chegar para serem analisados pela Câmara Municipal, e alguns setores como o imobiliário demonstram apreensão com as mudanças na lei, já que vão influenciar no desenvolvimento da cidade nos próximos anos.

A preocupação é justa, e realmente é preciso que a sociedade contribua e debata sobre as leis que compõem o Plano Diretor. O interesse é de todos e a participação dos mais diversos setores da economia, bem como do cidadão em geral, é primordial para garantir que a cidade possa ganhar e ser beneficiada com as mudanças, e não prejudicada.

Infelizmente, a atualização do Plano Diretor de Rondonópolis está muito atrasada. Atualmente está em vigor o Plano Diretor de 2005 e que já deveria ter tido a atualização concluída em 2015. Pela legislação, os planos diretores das cidades precisam ser atualizados a cada 10 anos.

Essa demora não ajuda a cidade e até traz dificuldades. Rondonópolis cresceu muito entre 2005 e 2022 e a realidade está muito diferente, por isso mesmo é justificável que um plano diretor tão defasado não atenda as necessidades atuais.

Ao mesmo tempo, é preciso que os mais diversos setores da economia local atuem e analisem a lei proposta e contribuam para definições que atendam as necessidades da cidade e de seus cidadãos.

É necessário que tenham acesso ao projeto de lei e se proponham a analisar ponto por ponto do que está sendo definido. O que não pode é permitir que mudanças que possam provocar prejuízos para a população acabem aprovadas, determinando o desenvolvimento da cidade pelos próximos, pelo menos, 10 anos.

Além disso, o Plano Diretor deve atender a coletividade. É a população que precisa ter uma cidade inclusiva e mais sustentável.

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