(Foto – Divulgação)

O impasse entorno do prédio da Unemat em Rondonópolis continua e a universidade prefere se manter calada. Em mais um episódio da saga, o prefeito José Carlos do Pátio resolveu dizer que não entregará o prédio para a universidade.

Enquanto isso, sem respostas adequadas, estudantes dos cursos especiais hoje em funcionamento no espaço de uma escola estadual, seguem sem nenhum tipo de garantia tanto de local para a instalação dos cursos, como com a permanências desses, já que podem ser fechados de uma hora para outra.

A questão é que toda essa situação é prejudicial. Não há investimentos nos cursos que funcionam em Rondonópolis, não há laboratórios, nem bibliotecas. Não há expectativa de melhorias.

Sem contar que como as turmas instaladas hoje na cidade funcionam de forma especial, dependendo, inclusive, de emendas parlamentares e recursos municipais para funcionarem, não há nenhum tipo de garantia de que terão continuidade.

Isso traz prejuízos para os alunos atuais e também para aqueles que pensam em cursar a universidade, bem como deixa de atrair estudantes de fora de Rondonópolis.

Como o problema já existe, a Unemat também precisa assumir a sua responsabilidade e informar, tanto a comunidade acadêmica quanto a sociedade, de forma transparente e clara sobre o que será feito.

Se os cursos serão implantados de forma definitiva, se a universidade abrirá um campus na cidade e se o prédio realmente abrigará a universidade, são respostas que devem ser dadas. Ninguém ganha com a falta de transparência e o jogo de empurra atual.

Na verdade, deixando um pouco de lado a forma como a construção do prédio foi conduzida pelo prefeito em parcerias com empresários locais, o fato é que Rondonópolis sempre contribuiu muito com a Unemat.

Parlamentares da cidade sempre atuam em prol da universidade, desde o encaminhamento de emendas para a manutenção dos cursos até a aprovação do aumento do seu orçamento, para que pudesse ser implantado um campus em Rondonópolis.

Foram muitos esforços para contribuir com a UNEMAT e, no mínimo, respostas têm que ser dadas para que esse impasse fique melhor esclarecido para todos.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Rondonópolis tem ficada de lado nesses últimos anos por governos estaduais, somente Cuiabá e Sinop ( Norte em geral ) recebem atenção para causas como essas. Tenho impressão que essa gente travam à cidade de propósito, talvez medo de crescermos e enriquecermos mais que ambos, assim eles se protegem.

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