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(Foto РDivulga̤̣o)

Na semana passada, os servidores públicos municipais decidiram em assembleia geral da categoria decretar estado de greve, com indicativo para uma paralisação geral dos trabalhadores, caso o prefeito José Carlos do Pátio não abra um canal de negociações com a categoria, que reclama de estar há vários meses tentando se encontrar com o gestor para discutir sua pauta de reivindicações, que incluem uma reposição de perdas salariais de 14,58%, o pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) de 5,4%, a revisão do seu Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a realização de um novo concurso público, entre outras.

Os servidores argumentam que a Prefeitura gasta apenas 38% da Receita Corrente Líquida do Município com a sua folha de pagamento, percentual bastante inferior ao teto permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 54%. Deixando de lado a linguagem técnica, o Município tem dinheiro em caixa e condições legais de atender a todos os pleitos dos servidores com sobra, bastando para isso querer.

E parece que aí reside um problema, pois apesar de fazer questão de se definir como um democrata e defensor dos direitos dos trabalhadores, o prefeito tem, de acordo com representantes dos servidores, se recusado sistematicamente a recebê-los e sequer sinaliza com a intenção de iniciar negociações para atender ainda que em partes as reivindicações dos servidores para evitar uma possível paralisação geral da categoria, o que certamente traria transtornos e prejuízos para a população em geral, assim como um grande desgaste político para o prefeito.

Causa estranheza essa omissão do gestor municipal, principalmente quando levamos em consideração o discurso de Pátio, que sempre se definiu como um defensor dos mais fracos e dos trabalhadores, mas a realidade tem mostrado que, nesse caso pelo menos, tudo não passa de retórica e no momento em que pode valorizar os trabalhadores do Município, se omite e não oferece salários dignos e recomposições das perdas salariais para os mesmos. Nesse momento, a população torce para que o bom senso prevaleça e Pátio tenha um olhar de mais carinho para esses servidores, principalmente os efetivos, que são quem mantém a máquina municipal funcionando.

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