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Rondonópolis
, 16 julho 2024
 
 

EDITORIAL: O feriado do Dia do Padroeiro

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(Foto – Arquivo)

O vereador Batista da Coder (SD) revelou esta semana a sua intenção de fazer com que o dia do padroeiro de Rondonópolis, São João Batista, comemorado em 24 de junho, torne-se feriado municipal, assim como acontece em vários outros municípios do país afora.

Para isso, como mostrou o A TRIBUNA na edição de ontem, ele pretende propor uma alteração na lei municipal nº 5.505/2008, de autoria do ex-vereador Olímpio Alves, que declara um dos mais populares santos católicos como sendo o padroeiro de Rondonópolis.

O anúncio feito por Batista da Coder, de que deve propor esta alteração na lei com o intuito de ampliar as comemorações na cidade para marcar a data, que já é bastante festejada, ocorreu na reunião da ordem do dia da Câmara Municipal, na tarde da última terça-feira (11).

A ideia do feriado no “Dia do Padroeiro de Rondonópolis” não é nova. Aliás, a modificação que o vereador Batista voltou a propor é o que pretendia o ex-vereador Olímpio Alvis em sua proposta original apresentada em 2008.

Contudo, acabou enfrentando fortes resistências das entidades representativas dos setores comercial e empresarial do Município, que se manifestaram contrárias à criação de mais um feriado em Rondonópolis, o que poderia acarretar prejuízos econômicos.

Diante da resistência na época, a Câmara Municipal optou por estabelecer o Dia de São João Batista como sendo do Padroeiro de Rondonópolis, mas suprimindo o feriado.

É praticamente certo que a intenção do vereador Batista da Coder de estabelecer o feriado municipal reacenderá a polêmica sobre o assunto em Rondonópolis.

Até mesmo porque o projeto, embora ainda não tenha data para entrar na pauta das votações no plenário da Casa de Leis, não é unanimidade por lá, muitos vereadores já se manifestaram contrários à esta ideia do feriado, que deve também novamente encontrar resistência no setor empresarial e comercial de Rondonópolis.

É importante que os nossos legisladores estejam atentos aos reflexos sobre a economia da cidade, pois mais uma pausa no calendário pode comprometer a produtividade e, por consequência, os caixas do comércio em geral.

Para se ter uma ideia, nas contas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), considerando todas as atividades econômicas (não apenas o comércio), cada feriado nacional do calendário brasileiro tem impacto negativo de 0,12% no Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda as riquezas produzidas no país.

Diante da polêmica, uma sugestão seria que as festividades pelo Dia do Padroeiro da cidade, quando cair em dia de semana, sejam realizadas no sábado seguinte. No caso, não haveria prejuízo para o comércio, uma vez que o expediente aos sábados não seria muito comprometido.

 

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