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Rondonópolis
, 19 maio 2024
 
 

EDITORIAL: Uma prática nefasta

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Os dados do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) mostram a absurda quantidade de trotes recebidas diariamente pelo 190 em Rondonópolis.

Um número de emergência que só deveria ser utilizado em situações que realmente necessitem da intervenção imediata da Polícia Militar, é usado para esse tipo de prática nefasta.

Para se ter uma ideia, como mostrou reportagem do A TRIBUNA desta sexta-feira (23), o órgão de segurança pública registrou, somente neste ano, 630 trotes para o 190, são aproximadamente uma média de 12 trotes por dia.

E, pior, quando considerado o volume de chamadas recebidas pelo Ciosp mensalmente, os números indicam que 5,5% do total das chamadas são trotes.

Esse volume alto é lamentável, pois causam diversos malefícios como desperdício de tempo e de recursos, além de prejudicar as respostas dos serviços de emergência para a população. São recursos públicos, provenientes da própria população, que acabam sendo desperdiçados com os tais trotes.

Pior ainda, os atendentes acabam perdendo tempo atendendo chamadas que não são legítimas, mantendo linhas ocupadas, quando deveriam atender as chamadas reais.

Isso, é claro, pode acarretar atrasos nos atendimentos de emergência legítimos, resultando em consequências graves em situações que necessitam de intervenção rápida.

É obvio ainda que ao distraírem o sistema de emergência, os trotes podem gerar potencial risco à segurança pública e as pessoas, afetando a qualidade do serviço prestado à população.

É até difícil compreender o que leva as pessoas a aplicarem trotes nos números de emergência, sejam os da segurança pública ou dos serviços de emergência como Samu e Corpo de Bombeiros, até porque é de conhecimento público a importância desses serviços para a população, especialmente, salvando vidas. Por isso, a prática não pode ser considerada uma “brincadeira”, ainda que de mau gosto, mas sim maléfica e com resultados prejudiciais.

E é, justamente, em função de todos esses prejuízos que os trotes aos números de emergência podem causar, que é preciso que esses sistemas contem com tecnologia que possa identificar as chamadas, possibilitando que os responsáveis sejam devidamente encontrados e punidos pela prática.

Talvez assim, cidadãos mal intencionados pensem um pouco mais antes de ligar para o serviço de emergência para aplicar um trote.

 

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