A travessia urbana da BR-163/364 é o ponto mais crítico do trânsito nas rodovias federais da região, aponta PRF (Foto – Arquivo)

Os poucos quilômetros da travessia urbana da BR-163/364 em Rondonópolis são o trecho mais crítico em número de acidentes de trânsito nas rodovias federais que cortam a região.

É o que aponta um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que se baseou no número de acidentes de trânsito registrados na região nos últimos tempos.

De acordo com o inspetor Ricardo Passos, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Delegacia de PRF em Rondonópolis, apesar de se tratar de um trecho já duplicado, o ponto mais crítico é o perímetro urbano de Rondonópolis, entre os quilômetros 200, que onde se unem as BRs 163 e 364, até o ponto onde a rodovia se encontra com o Anel Viário.

Inspetor Ricardo Passos, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Delegacia de PRF em Rondonópolis: “o maior número de acidentes de trânsito se dá quando se mistura esse trânsito de passagem de caminhões com o trânsito urbano” (Foto – Divulgação)

“Esse é o maior problema nosso, porque nós temos aqui a passagem de caminhões para o Terminal Ferroviário e para outros estados da federação, como Minas e São Paulo. E o maior número de acidentes de trânsito se dá quando se mistura esse trânsito de passagem de caminhões com o trânsito urbano”, explicou.

Grande parte desses acidentes, ainda segundo o inspetor da PRF, envolvem motocicletas, e ele ressalta que se trata de um trecho duplicado.

“Tem um movimento de motocicletas que vem de empresas às margens da BR-163 e, quando ele se junta ao movimento da BR-364, aí se potencializam esses acidentes. E na maioria das vezes, as causas dos acidentes é a imprudência, a falta de cuidados dos condutores de uma forma em geral. Temos motociclistas que não respeitam o limite de velocidade, fazem ultrapassagens pelo acostamento, transportam pessoas além do limite da motocicleta. É comum abordarmos condutores com duas, três, até quatro pessoas em cima de uma motocicleta”, relatou.

Como uma possível solução para se diminuir os numerosos acidentes de trânsito na travessia urbana das rodovias federais, inspetor Passos fala na construção de um anel viário que desviasse o trânsito de caminhões pesados para fora longe do trânsito urbano.

“Isso talvez ajude. Ou a construção de viadutos, para que esses veículos possam passar por cima do trânsito pesado. Ou trincheiras, quando os veículos passam por baixo da rodovia, nos pontos de cruzamento. Eu penso que aqui ajudaria essas duas coisas. O que os condutores podem fazer é ter mais cuidado”, alertou.

 

 

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O inspetor da PRF completa dizendo que as mudanças viárias de nada adiantarão se os condutores não obedecerem as leis de trânsito. “O que quer dizer isso? Andar dentro do limite de velocidade, principalmente dentro do perímetro urbano. É respeitar a preferência. Muitas vezes ocorre de um condutor querer ir de um setor para outro e ele não aguarda, não espera a sua vez e acaba gerando acidentes. O condutor precisa ser mais prudente. Se for possível, sair mais cedo para evitar aquela impaciência. Tudo isso ajuda”, ressaltou Passos.

BR-364 ATÉ PEDRA PRETA

Outro ponto crítico, onde inclusive houve um grave acidente há poucos dias e que vitimou um casal de pessoas muito queridas na cidade, é a BR-364, no trecho que vai de Rondonópolis até o município vizinho de Pedra Preta.

Além do trânsito de veículos de passeio e de carga que passam pelo trecho em direção a outros estados, há um intenso trânsito entre moradores das duas cidades, que vão e que voltam de uma cidade para a outra e com isso potencializam os riscos de acidentes no trecho sinuoso.

“O trânsito de veículos pesados numa pista simples complica o trânsito, pois você pega uma fila de veículos de carga de um lado e uma fila de veículos de carga de outro, isso torna o trânsito mais lento. E aí vêm a impaciência dos motoristas, que às vezes está com algum atraso ou a alguns minutos atrás daquela fila de carretas, quando vê o mínimo de possibilidade, ele quer ultrapassar e, muitas vezes, têm os acidentes, as colisões frontais, que são os tipos mais violentos de acidentes. Nesses casos, uma pista dupla auxiliaria bastante a evitar esses tipos de acidentes. Mas o que a PRF mais pede é a prudência dos condutores”, concluiu o inspetor Passos.

 

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