Cópia do memorando que informa as autoridades municipais sobre o fechamento de 24 leitos de enfermaria na unidade (Foto – Reprodução)

Os problemas na saúde pública em Rondonópolis não param de aumentar e, nesta sexta-feira (13), o Hospital Regional informou às autoridades municipais que fechou 24 leitos de enfermaria por falta de servidores para manter os atendimentos, suspendendo a realização de cirurgias eletivas. O aviso foi feito pela diretora da unidade, Kênia de Lima Gomes, que alegou que a medida se faz necessária como forma de garantir segurança aos atendimentos dos pacientes em função da redução na quantidade de profissionais de saúde que trabalham no hospital.

A medida, conforme memorando do Hospital Regional, precisou ser tomada em razão da falta de reposição de servidores como enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, auxiliar de farmácia e bioquímicos. Os trabalhadores foram desligados por pedido ou por fim de contrato e não houve a reposição por parte do Governo do Estado.

Ainda, segundo a direção do Hospital Regional, tomou a decisão de bloquear leitos para proteger os trabalhadores e garantir requisitos mínimos de atendimento aos pacientes, bem como para atender as normas dos conselhos profissionais.

Foram bloqueados um total de 24 leitos, sendo 1 leito de isolamento, 8 leitos do hospital dia, 15 leitos ortopédicos, cinco leitos cirúrgicos e cinco leitos geral. Do total de leitos que eram disponibilizados, 120, restaram em funcionamento, 96.

 

 

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Em função do bloqueio dos leitos no HR, os pacientes que necessitarem de vagas terão que ser encaminhados para outras unidades de saúde do Estado. A medida entrou em vigor já nesta sexta-feira (13) e deve ser mantida até que o Governo do Estado promova a contratação de servidores para repor a falta.

O vereador Jonas Rodrigues (SD) afirmou que está acompanhando a situação que considerou absurda, pois estrangula ainda mais o atendimento do Hospital Regional que já não vinha suprindo as demandas. Ele cobra de deputados e demais representantes locais se unam para solucionar o problema.

O A TRIBUNA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde para saber quando o problema será solucionado, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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