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Rondonópolis
, 20 maio 2024
 
 

Movimento estadual: Pescadores da Colônia Z-3 protestam contra lei do “transporte zero”

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Pescadores protestaram na BR-163/364 em Rondonópolis nesta sexta-feira (22) (Foto –
Divulgação)

Pescadores da Colônia Z-3 de Rondonópolis realizaram, nesta sexta-feira (22), um protesto na BR-163/364, na travessia urbana da cidade, contra a Lei do Transporte Zero.

A manifestação pacífica ocorreu no início da manhã e foi feita concomitantemente com protestos em vários outros municípios de Mato Grosso como Cuiabá, Santo Antonio do Leverger, Barra do Bugres e Cáceres.

Em Rondonópolis, o protesto reuniu 44 pescadores e, segundo o líder da Colônia Z-3, Francisco Teodoro da Silva, novas manifestações devem ocorrer caso o Supremo Tribunal Federal (STF) não declare a lei mato-grossense inconstitucional. “Se a lei não for derrubada vamos fazer mais protestos e vamos fechar a rodovia”, avisou.

Os protestos em Mato Grosso foram organizados pelas várias colônias existentes no Estado e realizados simultaneamente na manhã desta sexta-feira.

 

 

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Os pescadores defendem que a lei do transporte zero é inconstitucional, além de inviabilizar a pesca artesanal, mesmo com as alterações feitas pelo governo do estado, mantendo a proibição de comércio, transporte e armazenamento de 12 espécies de peixes em Mato Grosso pelos próximos cinco anos.

De acordo com Silva, as espécies proibidas – cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirara, pirarucu, trairão e tucunaré – são as que garantem a maior renda da pesca em Mato Grosso.

“Fui pescar essa semana e o gasto foi de R$ 500, e, consegui vender R$ 800. Com essas espécies proibidas mal conseguimos cobrir os custos que temos”, argumentou e acrescentou que “além disso tudo, ainda podemos ficar sem nossas aposentadorias”.

Os pescadores, conforme o líder da Colônia Z-3, devem permanecer mobilizados até a realização da audiência de conciliação no STF, marcada para acontecer no próximo dia 2 de abril, depois de ser reagendada em duas ocasiões.

“Nós queremos que o STF decida logo sobre inconstitucionalidade. O ministro vai enrolar até quando? Nós estamos sendo prejudicados”, lamentou Francisco Silva que lembrou que a Páscoa é comemorada na próxima semana e esse seria o período de maior lucro para os pescadores.

 

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