Presidente do Sispmur, Geane Lina Teles: “Estamos vivendo uma demagogia em nosso município… Estão fazendo um cabidão de empregos” (Foto – Arquivo)

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur) adiou para segunda-feira (8), a assembleia geral que seria realizada às 18h de ontem (4) para avaliação e definição sobre a continuidade do estado de greve – que foi iniciado ainda em 5 de maio – ou deflagração de uma greve geral. Segundo o Sindicato, ainda hoje não se iniciou um diálogo com o prefeito José Carlos do Pátio.

Segundo a presidente do Sispmur, Geane Lina Teles, a assembleia precisou ser adiada por problemas de logística, mas acontecerá na segunda-feira, às 8h, no clube do Sispmur, com primeira chamada às 8h15.

A sindicalista explicou que, passados três meses do início do estado de greve, com promessas de que o prefeito se reuniria com os servidores, nada aconteceu. “É mais fácil marcar uma reunião com a presidente do Tribunal de Justiça do que com o prefeito”, ironizou Geane, que tem reunião marcada com a presidente do Tribunal de Justiça. “São mais de 500 dias sem sermos recebidos pelo prefeito”, acrescentou.

Ela ressaltou que todas as demandas dos servidores foram encaminhadas para o prefeito e nenhum tipo de resposta foi obtida. “O que vimos nestes últimos meses é um verdadeiro desastre. Cargos exclusivos de concurso sendo criados como de livre nomeação e exoneração. É uma vergonha. É o dinheiro público sendo aplicado sem nenhuma cautela, sem nenhuma prudência. Na segunda será o servidor quem decide, porque enquanto Sindicato nós tentamos todos os caminhos sem conseguir ser ouvidos”, lamentou.

Na última quarta-feira (3), o Sispmur voltou a convocar os servidores para comparecer à Câmara Municipal para acompanhar a votação de projetos do prefeito que abrem mais vagas para cargos comissionados, ou seja, cargos que são supridos por indicação política.

 

 

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Um pequeno grupo se fez presente. Além disso, os vereadores vêm aprovando todos os projetos do Executivo que promovem a criação de novos cargos em várias secretarias, mesmo diante dos protestos contrários dos servidores.

“Estamos vivendo uma demagogia em nosso município. Não há política de valorização nenhuma ao trabalhador. Estão fazendo um cabidão de empregos e os trabalhadores nem mesmo estão sendo pagos, como acontece com os terceirizados”, destacou.

Os servidores municipais reivindicam um reajuste salarial de 15% para todas as categorias para recompor as perdas e mudanças nos Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs) das categorias Instrumental, Educação e Saúde, alterações nos planos de carreiras e salários, bem como a realização de concurso público.

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