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Vereador Roni Magnani: “Junto com Pátio no PSB e candidato a deputado Estadual, terá que convencer o prefeito a negociar o aumento para os servidores públicos…”

1- SENHORAS E SENHORES,

eis que o prefeito José Carlos do Pátio e seus apoiadores realizaram na última quinta-feira (16) um grande ato político para oficializar a sua filiação e de seu grupo ao Partido Socialista Brasileiro, o PSB.

O ato contou com um bom número de populares e lideranças da sigla, como o seu presidente nacional, Carlos Siqueira, e seu presidente estadual, o deputado Max Russi, além de outras lideranças regionais.

Como já adiantado pelo PAPO, Pátio trocou o Solidariedade, seu antigo partido, pelo PSB, após ter sido preterido pela direção nacional do partido, que entregou o comando da legenda no Estado para o deputado federal Dr. Leonardo, que por fim acabou ele também deixando o Solidariedade e indo para o Republicanos.

A decisão de Pátio em migrar com seu grupo para o PSB se deve ao fato dele querer ir para um partido que apoiasse a eleição do ex-presidente Lula, do PT, de quem é um dos principais apoiadores no Estado.

Como já era esperado, a esposa de Pátio, Neuma de Moraes, pré-candidata do grupo à deputada federal, o presidente da Câmara, Roni Magnani, pré-candidato a deputado estadual, também oficializaram suas filiações, juntamente com outras lideranças locais.

Vereadora Marildes Ferreira: “Também candidata a deputada estadual tem que evitar a greve dos servidores, conversando com o prefeito, agora seu companheiro de PSB…”

A vereadora Marildes Ferreira, já filiada ao PSB e pré-candidata a deputada estadual, também esteve presente reforçando o ato. Numa demonstração de força política e de capacidade de mobilização, o evento patista reuniu bastante gente e serviu como um termômetro, mostrando que os seus três pré-candidatos têm tudo para serem bem votados na cidade, podendo inclusive ganhar suas eleições, mas para tanto, é preciso que se entendam entre si e que, principalmente, convençam o prefeito a desfazer o mais breve possível o imbróglio com os servidores efetivos do Município, que estão em pé de guerra com a administração municipal reivindicando aumento salarial e a realização de novos concursos públicos, entre outras pautas.

Isso não só para conquistar a simpatia e os possíveis votos desses servidores e de seus familiares para seus candidatos, mas principalmente porque é entre os efetivos que está a maior parte dos eleitores de Lula, para quem Pátio diz querer carrear votos.

SEM QUE PÁTIO ATENDA OS SERVIDORES,

não há como manter intacto o seu rótulo de defensor dos trabalhadores, pois como explicar que mesmo tendo muito dinheiro em caixa, o prefeito reluta em conceder aumento salarial aos servidores?

Nesse sentido, é bom que os pré-candidatos procurem logo Pátio e procurem “estancar essa sangria”, pois uma greve de servidores é tudo que eles não precisam num ano eleitoral.

Como “retomar o trilho do desenvolvimento inclusivo”, como o prefeito gosta de afirmar em seus discursos, sem sequer valorizar os trabalhadores da prefeitura?

Outra situação que tanto Roni Magnani quanto Marildes Ferreira precisam conversar com Pátio o quanto antes, é a situação do aumento do IPTU, que tramita na Câmara e que deve gerar uma dose cavalar de desgaste para todos os vereadores situacionistas, mas que deve pesar principalmente sobre os que estiverem concorrendo às eleições.


 

2- DEPOIS DE MUITA INDEFINIÇÃO,

a federação partidária que reúne o PT, PCdoB e PV parece que irá mesmo fechar questão em torno do nome da ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia, do PCdoB, como sua candidata a governadora.

Ainda não há uma definição oficial, mas parece haver um consenso quanto ao seu nome, faltando apenas detalhes para que ela seja anunciada como a candidata do Lula no Estado.

Nome bom, limpo e experimentado em gestão pública, visto que administrou a UFMT por vários anos, a ex-reitora tem o perfil para empolgar a militância dos partidos de esquerda, mas dificilmente terá condições e votos para comprometer a reeleição de Mauro Mendes, do União Brasil, que continua sem um adversário de peso para o pleito eleitoral que se aproxima, pois além do próprio governador e da possível candidatura de Maria Lúcia, há também a possibilidade de a extrema-direita lançar um nome, que poderia ser o do presidente licenciado da Aprosoja, Antônio Galvan, mas que nem de longe coloca a reeleição de Mendes em risco.

O nome da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, filiada ao PV, é ventilado como o nome para o Senado, com a médica Natasha Slhessarenko na suplência para completar essa chapa de esquerda.


 

3- BASTANTE SUMIDO DA POLÍTICA

em Rondonópolis, o ex-prefeito Adilton Sachetti, filiado ao Republicanos, tem articulado uma chapa para o Senado, que seria encabeçada pelo atual vice-governador Otaviano Pivetta, com Adilton numa das suplências.

Ainda não se sabe a motivação de tal articulação, pois o nome de Pivetta é praticamente certo para continuar como vice de Mauro Mendes, mas isso deixa claro que as coisas não estão tão certas entre ele e o governador.

Outro fato intrigante é que não se sabe se essa chapa iria apoiar a reeleição do atual governador ou se iria se alinhar à candidatura mais à direita ou se ainda estaria articulando uma quarta candidatura a governador, o que é pouco provável, mas não impossível, visto que num quadro com várias candidaturas com o mínimo de peso, os votos do eleitorado mato-grossense se pulverizariam e abriria a possibilidade de haver um segundo turno, o que mudaria os rumos da eleição.

O fato é que a um mês da abertura oficial do período das convenções partidárias, esse quadro de candidaturas majoritárias continua indefinido e favorecendo o atual governador, mas como nossos amigos leitores já sabem, a política é como uma nuvem, que uma hora está num lugar e no momento seguinte já pode estar em outro lugar. Ou seja: na política, a única garantia é que tudo pode mudar a qualquer momento.

O NOSSO PAPO

está muito bom, mas por hoje ficamos por aqui. Nos vemos daqui a uma semana para conversarmos mais sobre os bastidores da política local e estadual. Até lá!

 

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