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, 16 julho 2024
 
 

Girão diz que Filipe Martins e família Mantovani são vítimas de Moraes

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Senador Eduardo Girão (Novo-CE) – (Foto: Jeferson Rudy / Ag. Senado)

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento em Plenário na última quinta-feira (13), chamou a atenção para a situação de brasileiros que, segundo ele, estão sendo “perseguidos” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O parlamentar destacou os casos do ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, e da família Mantovani, acusada de agredir o ministro no aeroporto de Roma, em julho de 2023.

“Filipe Martins foi preso na manhã do dia 8 de fevereiro de 2024 deste ano em Ponta Grossa, no Paraná, na chamada Operação Tempus Veritatis, acusado de participar de uma trama golpista para manter o ex-presidente [Bolsonaro] no poder.

Esta é uma narrativa que o ministro Moraes vem procurando impor, como bem denunciou o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, também preso novamente pela ordem do STF, mas que agora está sob liberdade provisória, com tornozeleira eletrônica”, disse.

Girão destacou que Filipe Martins foi nomeado assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro em janeiro de 2019 e foi responsável pela intermediação entre o então presidente e o Ministério das Relações Exteriores.

O senador ressaltou que, de acordo com a Polícia Federal, Martins foi mencionado por Mauro Cid como o responsável por entregar a Bolsonaro a minuta do golpe. O parlamentar classificou a prisão de Martins, que já dura quatro meses, como “arbitrária e irregular“.

Segundo o senador, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou que a última viagem de Filipe Martins ao país foi em setembro de 2022, e não em dezembro daquele ano, como alegou Alexandre de Moraes.

O parlamentar explicou que existem documentos, como recibos de Uber e passagens aéreas, que confirmam que Martins estava no Brasil.

No caso da família Mantovani, Girão criticou o STF por manter em sigilo as gravações das câmeras de segurança do aeroporto, que seriam a principal prova material. Para ele, essa atitude configura “abuso de autoridade“.

“Quando a família desembarcou em São Paulo, já foram abordados pela Polícia Federal, seguindo ordens do ministro, com objetivo de intimidação.

A defesa dos acusados nunca conseguiu ter acesso às câmeras de segurança do aeroporto de Roma, que é a principal prova material dos autos.

A Polícia Federal concluiu agora as investigações. Houve sabe o quê? Apenas injúria, mas ninguém foi indiciado, por ser um crime de baixo poder ofensivo.

O Brasil tem um Congresso Nacional. Precisa existir respeito entre as instituições, mas parece que não. Parece que um manda nos outros e faz o que quer, como um ditador. Está na hora de acabar com isso”, disse.

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