(*)

Segundo Smith (2002, p. 187), “o bullying é um subconjunto de comportamentos agressivos caracterizados por natureza repetitiva e pelo desequilíbrio de poder”.

Pode até ser classificado como uma adaptação à barbárie cotidiana, só agora sendo considerada febre mundial, podendo ser dividido em físicos, verbais, exclusões sociais e indiretos.

No ambiente escolar há muitos papéis que as crianças podem desempenhar ao brincar. Elas podem intimidar os outros, podem ser intimidadas ou podem testemunhar o bullying. Quando as crianças estão envolvidas em bullying, muitas vezes desempenham mais de uma função.

Às vezes as crianças podem tanto ser intimidadas e intimidar os outros ou podem testemunhar outras crianças sendo intimidadas. É importante entender os múltiplos papéis das crianças ao brincarem, a fim de prevenir e responder ao bullying de forma eficaz.

Neste sentido, as escolas precisam, inicialmente, reconhecer a existência do bullying e tomar consciência dos prejuízos que ele pode trazer para o desenvolvimento socioeducacional e para a estruturação da personalidade de estudantes.

Como segundo passo, mas não menos importante, as escolas necessitam capacitar seus profissionais para a identificação, o diagnóstico, a intervenção e o encaminhamento adequado de todos os casos ocorridos em suas dependências.

Em terceiro lugar, as instituições de ensino têm o poder de conduzir o tema a uma discussão ampla, que mobilize toda a sua comunidade, para que estratégias preventivas e imediatas sejam traçadas e executadas com o claro propósito de enfrentar a situação.

Bullying é sério e precisamos conversar sobre isso, não é “apenas uma brincadeira”, é prejudicial a saúde e pode causar danos irreversíveis.

(*) Aridinar Alves Ferreira, Elizabete Sena Nogueira Luna, Patrícia Passos Ferreira, Sandra Maisa Pina Borges e Renata da Penha Coelho Mata são professoras da Rede Municipal de Educação.

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