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Rondonópolis
, 14 maio 2024
 
 

Quem se sensibiliza pela continuidade da existência do museu Rosa Bororo?

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(*) Thamires Pereira

O prédio que abriga o Museu Rosa Bororo é muito mais do que uma mera estrutura de concreto e tijolos; é um símbolo vivo da evolução de Rondonópolis ao longo dos anos. Construído logo após a emancipação política administrativa (1953), o edifício serviu inicialmente como a primeira Prefeitura de Rondonópolis, testemunhando os primeiros passos da administração municipal de Rosalvo Farias, o primeiro prefeito nomeado da cidade. Mais tarde, o prédio passou a abrigar a Câmara Municipal, até ser Decretado por Lei, em 1997, para se tornar o Sistema de Museus de Rondonópolis, o Museu Rosa Bororo.

Esta edificação Histórica, Tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal de Rondonópolis, está localizada na avenida Cuiabá, de esquina com a rua Arnaldo Estevão, no centro de Rondonópolis. Ali, o Museu Rosa Bororo emerge como uma testemunha silenciosa do passado, um monumento à história e à cultura locais. Ao longo dos anos, o edifício permaneceu praticamente inalterado, com sua fachada original preservada desde os anos 1950, com suas características janelas de vidro e uma porta de entrada ampla. Esta aparente imobilidade, no entanto, não esconde os sinais visíveis das infiltrações, falta de pintura e cuidados que indicam a deterioração que assolam o prédio.

Por trás de sua fachada e exposições de pouca expressividade, devido a falta de investimentos públicos em um corpo técnico e projetos museológicos, reside um desafio crescente: a preservação de sua estrutura física que enfrenta os rigores do tempo e da negligência; além da necessária conservação e ampliação dos acervos; para a realização de exposições em consonância com temas importantes para a História local.

Com mais de 70 anos desde sua construção, o prédio está em um estado crítico, com a presença de mofo em todas as salas de exposição e em parte de seus acervos. A integridade do telhado, assolado pelas chuvas, influenciada pela urbanização circundante, tem sido comprometida pela presença crescente de animais que podem influenciar na deterioração do telhado, causando umidade e danos generalizados em todo o edifício.
Diante desse cenário preocupante, surge a necessidade premente de ações concretas para preservar o Patrimônio Histórico e Cultural de Rondonópolis como um todo, e neste caso, representado pelo prédio tombado pelo Município que abriga o Museu Rosa Bororo.

Além do aspecto estético, a preservação da estrutura física do prédio é fundamental para garantir a segurança de seus visitantes e a integridade de seus valiosos acervos, onde vários objetos parecem nem estar catalogados e estão em exposição sem nenhuma identificação. Os poucos visitantes que entram no Museu não recebem a contento as mensagens das exposições.

Então, se pergunta: Quem doou aquele prato? Aquele tapete? Aquele quadro? Aquele objeto indígena? Como devem ser conservados e comunicados a população? Dentro de um pote, de qualquer jeito? De onde vieram, o que significam, e para quem tem importância?

A existência do Museu Rosa Bororo, se fundamenta nas doações dos acervos da população local. Durante vários anos, funcionou em sua defesa, a Associação de Amigos do Museu Rosa Bororo, mas, na atualidade, nem a sociedade civil organizada e nem o poder público, assumem as responsabilidades sobre o Museu.

Investimentos em reformas e manutenção são urgentemente necessários para evitar a perda irreparável deste importante marco cultural de Rondonópolis. A comunidade, neste caso, precisa se unir em advocacy, lutando por meio da imprensa e redes sociais em prol da preservação do patrimônio histórico da cidade, inclusive pelo Museu Rosa Bororo.
A população tem direito à sua Memória, História e ao Patrimônio Cultural.

Quando a Prefeitura e a Câmara Municipal atenderão aos apelos dos cidadãos? Por que nem mesmo o Ministério Público tem demonstrado preocupação com o Patrimônio Histórico e Cultural do Município?
Em última análise, a preservação do Museu Rosa Bororo é mais do que uma questão de conservação arquitetônica; é um ato de respeito e gratidão pela história e cultura de Rondonópolis. Ao garantir a sobrevivência deste importante legado para as gerações futuras, estaremos preservando não apenas um edifício e os acervos que o compõem, mas sim a alma e a identidade de nossa comunidade.

Que este chamado à ação seja ouvido e atendido, para que o Museu Rosa Bororo possa continuar a inspirar e educar as gerações vindouras, como uma testemunha viva do passado e um farol de luz para o futuro.

(*) Thamires Pereira é estudante do curso de História da Universidade Federal de Rondonópolis

 

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