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Rondonópolis
 
 

As (dis) funções das praças públicas de Rondonópolis: um estudo aplicado a duas praças

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(*) Camila Cláudia
(*) Aires Pereira
(*) Josenilton Balbino

As praças têm um papel muito importante no contexto histórico das cidades, sejam elas de dimensão grande ou pequena. Dispondo a atribuição de representar e agregar o espaço de uma cidade, as praças públicas se realçam devido suas áreas verdes e por exibir à função de lazer e embelecer as cidades e a condição de qualidade de vida.

As praças exercem como um local de distrações de um definido bairro ou cidade, não se limitando somente para lazer, mas também a uso comerciais, eventos, etc. A estabilidade de uma praça é de dever da prefeitura de uma cidade, preocupar-se com a sua estrutura, mais muito dos casos isso não ocorre. Eventualmente as praças deixam de desempenhar as suas funções de destinação principal, está sendo usadas para moradias de mendigos e pontos de comércios de vendedores ambulantes.

Relativamente com a expansão de habitantes das cidades, verifica-se que acontece uma diminuição de território propicia espaços para lazer na malha urbana.

O processo Global na contemporaneidade, em conjunto com o aumento da urbanização, vem apresentando-se uma tribulação para os locais comunitários condicionar sua utilidade é serventia, uma vez que, os mesmos vêm encarando dificuldades em manutenções desses espaços públicos, como ocupação de comerciantes ambulantes, mendigos e usuários de drogas, constituindo nesses espaços uma ocupação, contribuindo a territorialidade dessas áreas diferentes a que são de destino.

Dessa maneira, a análise dessa pesquisa, propõe-se questionar a autenticidade das praças públicas no município de Rondonópolis, examinando a aplicabilidade das diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor nas atuações das políticas da cidade de Rondonópolis para os espaços atribuídos às praças, e abordando as diferenças de praças sendo construídas por iniciativa privada e pelo município.

A cidade de Rondonópolis vem passando por uma expansão urbana de forma acelerada, como em muitas outras cidades espalhadas pelo Brasil, sem um planejamento urbano adequado aos seus problemas sociais e ambientais. Significando dizer que, em suas vicissitudes existem emblemáticas situações de proximidade do caos urbano, desde o congestionamento do trânsito, falta de arborização urbana, ocupação irregular de áreas de riscos, ou mesmo uso e ocupação do solo de maneira inadequada à falta de lugares aprazíveis para uma saúde mental de sua população. Quando se afirma de saúde mental de sua população, refere-se a uma cidade que seja sustentável não só na economia, mas que seja também sustentável social e ambientalmente.

As praças, obedecendo ao que lhes são propostas enquanto tais, com certeza minoraria os problemas urbanos que povoam os espaços citadinos e que perpassam por falta de políticas públicas e privadas que de fato, respeitam o cidadão e o ambiente onde a cidade se assenta. Assim sendo:

As praças vêm transitando por um processo de perda de função principal de lazer coletivo, pelo resultado de surgimentos de novos lugares de lazeres, como shopping, clubes. Isso fez com que as praças em decorrência desse abandono, cedessem lugar a novos tipos de apropriação, que influenciaram na perda da história e da cultura contidas nesses espaços (SILVA, 2009, p. 202).

Vale salientar que, no caso específico de Rondonópolis as praças não têm perdido seus espaços de lazer coletivo, sociabilidade etc. para shoppings e clubes, por exemplo, pois estes também são raros na cidade. O que se tem percebido ao longo dos anos é que a mentalidade das pessoas tem ficado diferente em relação ao uso e ocupação das praças, não apenas em Rondonópolis, mas em quase todas as cidades brasileiras. São poucas as cidades no Brasil em que as praças cumprem com suas funções.

(*) Camila Cláudia de Jesus Rodrigues – graduada em Geografia pela UFR.
(*) Aires José Pereira é Prof. Dr. em Geografia Urbana pela UFU e Mestre em Planejamento Urbano pela FAU-UnB, professor do Mestrado em Gestão e Tecnologia Ambiental e da graduação no curso de Geografia da UFR
(*) Josenilton Balbino de Melo – Mestre em Geografia pela UFMT – Campus de Cuiabá, é professor na rede pública de ensino

 

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