O Ministério Público instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias das mortes ocorridas durante operação policial realizada nesta terça-feira (24) no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro.

O PIC determina que o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope) envie, em um prazo máximo de dez dias, o procedimento de averiguação sumária dos fatos ocorridos durante a operação.

Devem ser ouvidos todos os policiais militares envolvidos e indicados os agentes responsáveis pelas mortes, além de esclarecer sobre a licitude de cada uma das ações letais.

A operação mais mortal das forças de segurança do Rio neste ano resultou em pelo menos 22 mortos, no Complexo da Penha, segundo a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde. A ação reuniu efetivos das polícias Militar e Rodoviária Federal, com objetivo de prender lideranças criminosas escondidas na comunidade.

Quanto aos agentes federais envolvidos na ação, foi expedido ofício ao Ministério Público Federal (MPF) para ciência dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.

Além disso, foi requisitado ao Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil que sejam enviadas informações sobre os inquéritos policiais instaurados para apurar os fatos.

A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada também encaminhou ofício à Delegacia de Homicídios, recomendando que todas as armas dos policiais militares envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para exame pericial, inclusive comparando com os projéteis que venham a ser retirados das vítimas.

De acordo com a assessoria da PM, as equipes do Bope e da PRF se preparavam para a incursão, quando criminosos começaram a fazer disparos de arma de fogo na parte alta da comunidade. Durante a ação, ocorreu confronto.

1 COMENTÁRIO

  1. Traficantes armados com armas potentes (metralhadoras, de preferência, fuzis americanos e russos) enfrentam a polícia que é obrigada a se defender, matar ou morrer, pois nesses confrontos é procurar sair vivo, salvar a própria pele. Os policiais estão à serviço da lei e da ordem, portanto, revidar pra valer é sua única opção. A outra, talvez, de acordo como muitos vagabundos dos direitos humanos querem, para não matar bandido é sair correndo com o rabo entre as pernas.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui