Tratamento mais eficaz para o controle da obesidade é a cirurgia bariátrica, mas o acesso ao procedimento se tornou mais difícil (Foto – Bruno Esaki / Agência Brasília)

O número de procedimentos cirúrgicos para tratamento da obesidade no Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal registrou queda de 65% nos últimos anos, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde.

O acesso aos procedimentos foi afetado pela pandemia e deve prejudicar a qualidade de vida das pessoas que aguardam pela cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Agora, superada a crise que a Covid-19 trouxe para os hospitais, os serviços já estão retomando os procedimentos. Até março, os estados que atendem pelo SUS na região realizaram 32 cirurgias bariátricas.

A transmissão dos dados ao sistema apresenta até três meses de atraso e, por isso, os dados dos meses de abril e maio não estão disponíveis.

A importância do acesso ao tratamento cirúrgico, tanto no sistema público quanto no suplementar, a avaliação do crescimento da obesidade e da piora das doenças metabólicas associadas ao excesso de peso e debates multidisciplinares estão entre os temas do II Simpósio de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do Centro-Oeste, que acontece entre os dias 27 e 28 de maio, na Associação Médica de Brasília.

 

 

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O diretor médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Luiz Fernando Córdova, esclarece que esse evento retoma as atividades científicas de equipes que atuam no atendimento dessa população e traz novas perspectivas sobre o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

“Relacionada a diversas comorbidades, como o diabetes tipo 2, a hipertensão, problemas cardiovasculares, entre outros, a obesidade é uma doença crônica e cresce ano após ano em todo o mundo. O tratamento mais eficaz para o controle da obesidade é a cirurgia bariátrica e o acesso ao procedimento se tornou mais difícil nos últimos anos enquanto pacientes enfrentam o agravamento de suas doenças”, explica Córdova.

Segundo dados da última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônica (Vigitel) de 2021, a média da população adulta com obesidade no Centro-Oeste é de 22%.

Campo Grande registra média de 20,2%; Cuiabá, 23,8%; Goiânia, 23,8% e o Distrito Federal 22,6% da população com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 kg/m².

 

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