José Carlos do Pátio: “Nega a receber a diretoria do Sispmur e isso poderá custar a perca de muitos votos para a sua esposa Neuma e outros que contam com seu apoio na campanha eleitoral…”

1- SENHORAS E SENHORES,

eis que os servidores públicos do Município decidiram decretar estado greve, que é um período de mobilizações que prepara o caminho para uma greve de fato.

Eles cobram reposição salarial e a abertura de um canal de negociações com o prefeito José Carlos do Pátio (PSB) para discutir a revisão do seu Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) e outras pautas, como a realização de um novo concurso público.

Segundo a direção do Sispmur, sindicato que representa a categoria, há quase um ano a entidade tenta uma audiência com o prefeito para debater o assunto, mas tem sido sistematicamente ignorada.

Os trabalhadores prometem, caso não sejam recebidos e não tenham aberto um canal de negociações com o chefe do Executivo, acompanhar a agenda dele e realizar sucessivos protestos por onde Zé do Pátio passar.

É uma onda de desgaste político à vista e o prefeito precisa agir com sabedoria para contornar a crise e evitar a possível greve dos servidores, que justamente num ano eleitoral, derrubaria por terra o seu discurso de defensor dos trabalhadores.

Isso num momento em que ele ensaia, inclusive, se afastar da prefeitura para fazer campanha para sua esposa Neuma de Moraes, para o presidente da Câmara, Roni Magnani, ambos do PSB, e para o ex-presidente Lula, do PT.

ESSA SITUAÇÃO PODE

até não influir no voto daquele eleitor mais fanático, mas tanto pode mudar o voto de muitos, como ser um ponto negativo para alguns que pensem em votar nos candidatos do prefeito. Por outro lado, uma negociação bem conduzida e democrática, que ouça as lideranças dos servidores e atenda de forma satisfatória aos seus pleitos pode ter o efeito contrário e transformar o limão em uma gostosa limonada. Com a palavra, o dono da caneta!


 

2- O POLÊMICO NENZÃO PODE VOLTAR À CÂMARA

nos próximos dias. Ele, como suplente de vereador, irá ocupar provisoriamente a cadeira de Ozéias Reis, do Progressistas, que irá se afastar para acompanhar o tratamento de saúde de seu filho.

Caso se confirme, essa será a segunda vez que o segundo suplente Idelvamar Meneses, líder comunitário mais conhecido como Nenzão, assumirá a vereança, mas agora deverá ficar por mais alguns dias, já que da última vez chegou a ser empossado, mas ficou apenas um dia, pois se envolveu numa confusão com o primeiro suplente de seu partido, Alcimar Borges, o que levou o titular Ozéias Reis a voltar ao cargo.

Nas eleições de 2020, Nenzão obteve 413 votos e é muito conhecido e estimado na região do Jardim Atlântico e Sagrada Família. Ele também é um polemista de mão cheia das redes sociais e dessa vez deverá ter a chance de finalmente se mostrar um pouco para seus eleitores e a população em geral, o que pode lhe render os votos que precisa para possivelmente se eleger em 2024.


 

3- E FINALMENTE O EMARANHADO DE FIOS

pendurados e abandonados nos postes da rede de iluminação pública pelas empresas de telefonia e internet começaram a ser retirados das ruas de Rondonópolis.

Esse emaranhado de cabos, além de dar um aspecto horroroso para a cidade, vinha colocando a integridade física dos cidadãos e cidadãs em risco, pois começaram a se romper com o desgaste do tempo e se desprender dos postes, ficando dependurados nas vias públicas.

Essa foi uma iniciativa do vereador Jonas Rodrigues (SD), que juntamente com os também vereadores Batista da Coder (SD) e Adonias Fernandes (MDB) realizaram até uma audiência pública para debater uma saída para a situação.

O que pouco gente sabe é que a lei que obriga essas empresas a retirarem os tais fios é de autoria do hoje deputado estadual Thiago Silva (MDB). A tal lei foi aprovada e sancionada em 2016 e foi graças à ela que os atuais vereadores puderam cobrar que as empresas retirassem os tais cabos.

Esses são dois exemplos de como um mandato de vereador pode ser melhor aproveitado pelos próprios edis em favor da população, diferentemente do que fazem alguns na atual legislatura.


Carlos Bezerra: “Com Neri Geller disputando a reeleição, e não o Senado, o cacique emedebista, além da concorrência, perde muitos apoios pelo Estado e ver dificultar a sua reeleição…”

4- A ALIANÇA DE WELLINGTON FAGUNDES E

o governador Mauro Mendes poderá criar dificuldades para a reeleição do deputado federal e eterno cacique do MDB no Estado, Carlos Bezerra, que tem um acordo com o também deputado federal Neri Geller, do Progressistas, que poderia lhe render os votos suficientes para lhe garantir uma eleição tranquila.

Ocorre que esse acordo passaria pela escolha de Geller como candidato a senador do MDB e do próprio governador, mas agora Mendes deve mesmo fazer dobradinha com o senador rondonopolitano Wellington Fagundes, o que frustra os planos de Geller de contar com o apoio do gestor estadual para sua eleição ao Senado.

Sem o importante apoio do governador, Neri Geller pode desistir da senatória e disputar a reeleição para a Câmara Federal. E como tinha negociado os seus apoios pelo Estado, como alguns prefeitos e vereadores com Bezerra, em troca do apoio do MDB para sua possível candidatura ao Senado, a retirada desses apoios pode dificultar de vez a vida do veterano cacique emedebista, que pode até ficar de fora da Câmara Federal dessa vez.

Uma alternativa seria o lançamento de uma candidatura de governador alternativa a de Mendes, mas a cada dia isso se torna mais improvável, pois o nome de Neri Geller não tem empolgado o eleitorado e por mais que tenha gente poderosa lhe apoiando, como o atual senador Carlos Fávaro, do PSD, ainda lhe falta o que é essencial, que são os votos suficientes para bater Wellington Fagundes nas urnas, e seus possíveis apoiadores sabem disso. Então, sem paixões, ele deve mesmo ir à reeleição para Federal, sem o apoio de Bezerra, é claro. Vamos acompanhar!


 

5- SÓ PARA NÃO DEIXAR PASSAR EM BRANCO,

pegou mal a posição do deputado federal José Medeiros, do PL, que essa semana votou contra a aprovação do Piso Nacional para os profissionais da Enfermagem, mas depois disse que tinha votado favorável e que seu voto tinha sido registrado errado.

Essa não é a primeira vez que o deputado vota algo e depois muda de ideia e apresenta essa desculpa. Em outra ocasião, quando foi votado o Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões, ele votou favorável ao valor destinado à campanha eleitoral e depois voltou atrás, dizendo ter se enganado na hora de votar e chegou a botar a culpa na sua assessoria.

Nada contra as posições do nobre deputado, que tem toda a liberdade garantida pela democracia para votar como manda sua consciência e suas conveniências políticas, mas depois que votar, tem que conviver com as consequências do seu voto.


 

E O PAPO

está muito bom, mas por hoje ficamos por aqui. Nos vemos daqui a uma semana para conversarmos mais sobre política. Até lá!

 

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