“Eu quero ajudar o Zé do Pátio sendo leal, falando a verdade e não simplesmente bajulando”, afirmou Reginaldo Santos, líder do prefeito na Câmara (Foto – Denilson Paredes)

Líder do prefeito na Câmara, o vereador Reginaldo Santos (SD) não concordou com a atitude do chefe do Executivo municipal de não empossar o diretor-executivo eleito para dirigir o Instituto Municipal de Previdência de Rondonópolis (Impro) e se posicionou publicamente contrário à situação. Idealizador e fundador do Instituto, tendo sido inclusive seu primeiro gestor, o parlamentar negou que esteja ensaiando um rompimento político com o prefeito José Carlos do Pátio (SD), mas afirmou que não concorda com a sua decisão no caso.

“Eu respeito a opinião do secretário de Gestão de Pessoas (Fernando Becker) que tomou essa atitude e mandou esse questionamento para a Procuradoria. E respeito o prefeito por ter acatado essa decisão da Procuradoria, mas quando respeito, eu não necessariamente concordo. Tanto não concordo que, quando fiquei sabendo desse questionamento, que não fui comunicado, não fui avisado, procurei o secretário e o procurador para mostrar a legalidade de como foi a eleição, pois o meu entendimento é o mesmo do juiz que concedeu a liminar”, explicou o edil.

Reginaldo Santos reforça que o gestor Roberto Carlos de Carvalho estaria sendo reconduzido ao cargo por força de uma eleição pela primeira vez, já que o seu primeiro mandato foi um mandato tampão, não contando para efeito de recondução, como também entendeu o juiz Francisco Rogério Barros, que ordenou ao prefeito que emposse o eleito no prazo de cinco dias, prazo que se encerra na próxima segunda-feira (24).

 

 

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“O prefeito também mandou uma lei em março de 2021 e, nessa lei, que foi aprovada pelos vereadores, suspende o parágrafo do artigo da lei que trata de recondução. Ou seja: até 2024 pode, sim, ter mais de uma recondução. Então, na minha concepção, a lei é clara. Mas como o Zé do Pátio é um cara democrático, legalista, eu confio que ele ainda vá rever essa posição. Mas eu não tenho como acompanhar uma decisão dessas”, completou.

Servidor público municipal de carreira, ele lembra que foi o primeiro gestor do Impro, quando foi adquirida a sua sede e quando foi realizado o primeiro concurso público para contratar funcionários pelo Instituto. “É um posicionamento de foro íntimo. É uma discordância pontual, mas sou parceiro do prefeito nos momentos difíceis”, externou.

Para exemplificar, ele cita a defesa que já fez do prefeito em diversas ocasiões, como em 2020, quando havia um forte movimento de oposição dentro da Câmara, que poderia resultar até na cassação de Pátio, quando a administração se viu envolvida numa série de escândalos de corrupção e que resultou até no afastamento de membros do alto escalão da prefeitura.

“Tive responsabilidade, fui atrás de informações e defendi a administração. Sou parceiro para a hora que tivermos que definir a nova planta de valores do IPTU, que compreendo que precisa ser revista. Tenho coragem para isso. Eu quero ajudar o Zé do Pátio sendo leal, falando a verdade e não simplesmente bajulando”, afirmou o líder do prefeito, citando o caso dos ecopontos e outras situações, onde ficou ao lado da administração.

POSSE DO ELEITO
Apesar de ainda não ter se pronunciado publicamente a respeito, a informação que circula pelos corredores da Prefeitura é que o prefeito teria recuado de sua decisão e decidido empossar a diretoria eleita do Impro na próxima segunda-feira (24). Pátio teria decido ainda não recorrer da decisão judicial que ordenou a posse, aceitando os argumentos de seus aliados de que seria preciso colocar um fim nessa história, que teria causado enorme desgaste para a imagem do prefeito junto aos servidores municipais e sociedade em geral, que entendeu a sua decisão como uma intervenção indevida, para se falar o mínimo.

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