(Foto – Secom/MT)

Uma doença que parece um fantasma vindo do passado para nos aterrorizar, mas que continua a ocorrer e que ainda mutila muitas pessoas pelo mundo afora todos os anos, é a Hanseníase, que já foi conhecida como lepra. Transmitida pelo ar, ela é uma doença contra a qual a maioria da população tem defesas naturais, mas uma parte menor da população adoece e até fica com sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira, caso não consiga iniciar o tratamento a tempo.

Para debater e trazer luz sobre o assunto, que é cercado de tabus, no próximo dia 30 será celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase, e uma série de atividades preventivas e de conscientização serão realizadas pelo chamado Janeiro Roxo, campanha que trata do assunto e que terá como tema este ano “Precisamos falar sobre hanseníase”, justamente para que se fale mais sobre os cuidados na prevenção e sobre os tratamentos.

Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, em 2017 foram diagnosticados aproximadamente 100 casos novos da doença em Rondonópolis, e de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 30 mil novos casos da doença são detectados todos os anos no Brasil.

Sem entrar em maiores detalhes, os primeiros sintomas são manchas na pele, que evoluem para lesões e perda de sensibilidade na área afetada, podendo levar à fraqueza muscular e sensação de formigamento nas mãos e nos pés, podendo inclusive deixar sequelas progressivas e permanentes, incluindo deformidades e mutilações, redução da mobilidade dos membros e até cegueira.

Devem ser realizadas diversas atividades na cidade entre os dias 22 e 27, como palestras e mutirões com exames de pele, assim como a distribuição de material informativo a respeito da doença.

Para os desinformados, Rondonópolis foi uma das cidades com maior incidência da hanseníase em sua população, tendo desenvolvido programas pioneiros para identificar os casos e tratar os afetados. Hoje em dia quase não se houve falar mais de casos, mas isso é resultado de um trabalho que envolveu muitas pessoas e muita informação.

Assim, as atividades do Janeiro Roxo serão uma excelente oportunidade para toda a população procurar se inteirar mais e melhor a respeito do assunto, pois prevenir continua sendo muito melhor que remediar.

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