Os servidores se reuniram em frente ao Impro apra mostrar apoio ao presidente eleito do Instituto – Foto Denilson Paredes

Um grupo de servidores públicos municipais se reuniu em frente a sede do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores de Rondonópolis (Impro), para hipotecar apoio ao presidente eleito pela categoria para dirigir o órgão, Roberto Carlos de Carvalho. O ato público aconteceu na manhã dessa quarta-feira (12) e eles cobram que o prefeito José Carlos do Pátio (SD) respeite o resultado da eleição e a vontade soberana dos servidores e emposse o eleito.

Em tom de indignação, a servidora Sílvia Cristina da Silva, lotada na Secretaria de Educação, se disse muito triste com a situação. “Eu fico até emocionada de falar, porque o Roberto é uma pessoa de boa índole. Nós já tivemos problemas muito sérios com o nosso Impro, que estava no negativo. Quando ele assumiu, ele colocou a casa em dias. E nós temos por ele um sentimento de muita, mas muita gratidão. Então, como tivemos um processo eleitoral correto e de forma justa, onde ninguém questionou nada, passou por todos os trâmites, e como nós servidores escolhemos por livre e espontânea vontade, queremos que ele seja empossado e logo”, afirmou.

“Nós servidores escolhemos por livre e espontânea vontade, queremos que ele seja empossado e logo”, afirmou a servidora Sílvia Cristina da Silva – Foto Denilson Paredes

Ela conta que é disposição geral dos servidores se opor a atitude do prefeito e que a intervenção do gestor municipal não está sendo bem vista pelos trabalhadores. “Estamos todos indignados com o que etá acontecendo. Eu estou na rede desde 1986 e conheço bastante os servidores que estão na ativa e os que não estão. E todos estão indignados. Ninguém esperava por isso e foi um golpe. Não tem outro nome: é golpe”, desabafou.

No mesmo tom, a aposentada Maria de Lourdes Fernandes Cadidé está incomodando e trazendo insegurança para quem já se aposentou e para aqueles que aguardam para se aposentar em breve e classifica a situação como perseguição. “Eu acho que o prefeito tem que colocar a mão na consciência e voltar atrás e dar a posse para o Roberto. Isso que ele está fazendo não é com o Roberto não, está fazendo com nós aposentados, pensionistas e os demais da ativa. Eu peço ao prefeito que reveja, pois se tivesse que impugnar, teria que ter feito isso no momento que tinha a comissão eleitoral. Houve o momento de discutir isso e se houvesse algo errado, era só impugnar. Por que não impugnou no momento certo? Por que só agora? Essa perseguição tem que parar”, externou.

Prejuízos

Enquanto não empossa o presidente eleito para dirigir o Impro, o Instituto fica sem comando e já começa a amargar prejuízos financeiros. “Ele não tem legalidade, respaldo jurídico para nomear outra pessoa. Ele tem só um parecer, que é do jeito que ele quer. Não é mais o momento de se discutir impugnação. Se quisesse ter feito alguma coisa, deveria ter feito antes. Agora, como o Impro não tem um gestor, a cada dia que passa amargamos prejuízos, que vão ser debitados do CPF dele (prefeito)”, afirmou Roberto Carlos de Carvalho.

O presidente eleito do Impro esclarece que o Instituto tem um enorme patrimônio em dinheiro, cerva de R$ 300 milhões, que precisam ser investidos em bolsas de valores e outras aplicações, o que tem que ser feito diariamente. “Qual quer prejuízo que tivermos aqui, não vai ser o procurador (jurídico) que vai pagar, não vai ser nenhum secretário. Quem vai pagar é o Zé do Pátio. Já estamos no dia 12 e até agora não pagamos nenhuma de nossas contas, o que vai gerar juros. E a cada dia temos vários prejuízos financeiros, em todos os sentidos. Deixamos de aposentar pessoas, de pagar contas. Se deixarmos nosso dinheiro parado na conta sem aplicar, temos um prejuízo aí também. Esse prejuízo não retornam mais, pois as aplicações são diárias”, informou.

Ele explica ainda que a sua candidatura não foi contestada no momento correto, que seria no ato de inscrição de chapas para concorrer ao pleito, o que não aconteceu. “Ele tenta justificar falando do número de mandatos meus, pois assumi uma vez por nomeação e era pra ser por alguns dias, mas a Justiça determinou que eu terminasse o período. Eleito eu fui só uma vez e agora seria meu segundo mandato eleito. Ele (prefeito) invoca uma lei que ele mesmo pediu para ser suspensa devido à pandemia. Os vereadores aprovaram a mudança a pedido dele. Então, não há como não se falar em perseguição política”, concluiu.

Além dos servidores, o ato contou com a presença dos vereadores Reginaldo Santos (SD) e Júnior Mendonça (PT).

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