(*) Orlando Sabka

Construir pontes é uma expressão magnífica, que vai, na maioria das vezes, além da compreensão humana e dos horizontes, principalmente pelo fato que são construídas através do amor, tenacidade e do desprendimento humano.

Ao redor do planeta existiram e ainda existem construtores de pontes, muitos deles anônimos, de modo que os eleva ainda mais. São pessoas que visavam e visam atualmente o bem-estar, não só de uma pessoa, mas de uma ampla coletividade. Tinham e tem isso como uma missão maior a ser cumprido, um ideal enraizado em seu íntimo que muitas vezes nos foge da compreensão, mas os resultados são fantásticos.

Nos tempos antigos, através dos séculos, os profetas construíram pontes exortando o povo das promiscuidades, de suas consequências e alertando para a obediência a Deus. Os tempos foram passando e pontes sempre foram construídas, cujo objetivo era contribuir para melhor, seja na saúde, modo de vida, fraternidade, dignidade, liberdade, etc.

Gandhi construiu pontes magníficas através da não violência e libertou a Índia do jugo imperial britânico. Madre Teresa de Calcutá construiu pontes salvando vidas e permitindo um mínimo de dignidade para milhares de pessoas miseráveis e abandonadas.

Alexander Fleming, descobridor da penicilina, construiu pontes para salvar milhões de pessoas ao redor do planeta. O mesmo aconteceu com Albert Sabin, que construiu pontes ao descobrir o medicamento para a imunização contra a poliomielite (paralisia infantil).

Martin Luther King construiu pontes contra a segregação racial nos Estados Unidos e Médicos Sem Fronteiras constroem pontes ao redor do mundo salvando vidas. Outro belíssimo exemplo de construção de pontes foi Irmã Dulce, num incansável trabalho em atender pessoas doentes, sem olhar para cor da pele ou credo religioso. O amor dessas pessoas sempre esteve e está muito além do horizonte, sempre para o bem do ser humano. Missionários cristãos constroem pontes pelo mundo ajudando pessoas e famílias a levar vida cristã, educação, alimentos e medicamentos.

Esses são apenas alguns dos grandes exemplos que construíram magníficas pontes através dos tempos, mas o maior construtor de pontes, sem sombra de dúvida, foi Jesus Cristo, que deu sua vida por amor à humanidade, resgatando os pecados e permitindo um caminho de fé, bondade, fraternidade e amor ao Pai Celeste, para uma vida eterna.

Mas, no curso da humanidade, havia pessoas que fizeram exatamente o contrário e ainda hoje em dia ainda o fazem, denigriram e denigrem magníficas pontes construídas, contribuindo de maneira decisiva para matanças generalizadas, guerras, poder, ambições pessoais, ganância, inveja, fome, miséria, etc.

Um mundo sem pontes do bem é um mundo estéril, sem futuro e sem rumo. É, na realidade, um mundo em decadência. Vamos construir pontes do bem e manter o mundo em equilíbrio e harmonia, na melhor expressão humana possível. Que realmente consigamos a tão desejada paz, mas antes desarmar corações e mentes da intolerância religiosa e racial, etc.

(*) Orlando Sabka é articulista em Rondonópolis. E-mail: [email protected]

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